Corinthians Feminino 4 x 4 Cruzeiro: Brabas perdem final da Libertadores Feminina nos pênaltis
Equipe feminina do Timão abriu três gols de vantagem, sofreu o empate e acabou derrotada na decisão por penalidades
Na noite deste sábado, 31 de outubro, Corinthians Feminino e Cruzeiro decidiram a grande final da Libertadores Feminina de 2026. O confronto ocorreu no Estadio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, sede da competição desde a primeira rodada. Apesar de abrir 3 a 0, as Brabas sofreram o empate por 4 a 4 e acabaram derrotadas nas penalidades após ter duas chances de sacramentar a disputa.
Escalações
Corinthians Feminino: Lelê; Thaís Regina, Erika, Thaís Ferreira, Gi Fernandes, Duda Sampaio, Dayana Rodríguez, Letícia Monteiro, Tamires, Vic Albuquerque e Gabi Zanotti. Técnica: Emily Lima.
Cruzeiro Feminino: Camila; Letícia Alves, Giménez, Isadora, Vitória Calhau, Gisseli, Bedoya, Ana Flávia, Vanessinha, Marília e Byanca Brasil. Técnico: Jonas Urias.
Primeiro tempo
O Corinthians abriu vantagem no primeiro tempo da grande final da Copa Libertadores Feminina ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0. Demonstrando imponência desde os minutos iniciais, as Brabas impuseram uma postura ofensiva e inauguraram o marcador logo aos quatro minutos: Gi Fernandes avançou pelo setor ofensivo e cruzou na medida para Gabi Zanotti cabecear firme para o fundo das redes.
Com a vantagem no placar, a equipe comandada por Emily Lima manteve a intensidade e dominou as ações do confronto, pressionando a saída de bola mineira. O Alvinegro esteve perto de ampliar aos 28 minutos, em finalização de Tamires após passe de Duda Sampaio, que parou em grande defesa da goleira Camila. O Cruzeiro ensaiou uma resposta aos 31, em chute de fora da área de Bedoya espalmado por Lelê, e voltou a ver a arqueira Camila trabalhar aos 36 em arremate de Gi Fernandes.
A eficiência corinthiana voltou a fazer a diferença na reta final da etapa inicial. Aos 42 minutos, a defesa cruzeirense errou na saída de bola, Vic Albuquerque recuperou a posse e serviu Gabi Zanotti, que finalizou com precisão para decretar seu segundo gol no jogo e consolidar a vantagem de 2 a 0 antes do apito para o intervalo.
Segundo tempo
A etapa final da grande decisão começou em ritmo eletrizante e com bola na rede logo aos quatro minutos: após passe preciso de Letícia Monteiro, Vic Albuquerque finalizou com categoria para transformar a vitória parcial do Corinthians em goleada. A resposta do Cruzeiro, no entanto, foi imediata. Aproveitando-se de um erro de Tamires e de uma falha da goleira Lelê, Byanca Brasil diminuiu a desvantagem para 3 a 1 aos seis minutos.
O gol reanimou a equipe mineira, que passou a pressionar a saída alvinegra até encontrar um pênalti aos dez minutos, quando Lelê derrubou Marília na área. Na cobrança, aos 12, Vitória Calhau converteu com firmeza e colocou o placar em 3 a 2. Buscando reagir, a técnica Emily Lima promoveu a entrada de Jaqueline no lugar de Letícia Monteiro, e a alteração surtiu efeito rápido: aos 23 minutos, Gi Fernandes serviu Vic Albuquerque, que marcou seu segundo gol na partida e ampliou para 4 a 2.
A partida seguiu aberta e com ritmo intenso de ambos os lados. Aos 29 minutos, Ketlin aproveitou cobrança de escanteio para testar firme e anotar o terceiro gol do Cruzeiro. O time mineiro seguiu no ataque, assustando em finalizações de Letícia Ferreira e exigindo grandes intervenções de Lelê. Nos minutos finais, a comissão técnica corinthiana renovou o fôlego da equipe com as entradas de Juliete e Gisela Robledo nos lugares de Tamires e Gabi Zanotti.
Quando o triunfo das Brabas parecia consolidado, a arbitragem concedeu cinco minutos de acréscimo. Aos 47, novamente em jogada de escanteio, Letícia Ferreira subiu mais alto que a marcação alvinegra e cabeceou para o fundo do gol, selando o inacreditável empate por 4 a 4 no tempo normal e levando a definição do título da Libertadores Feminina para as cobranças de pênaltis.
Disputa de pênaltis
Nas cobranças de pênaltis, Byanca Brasil e Vic Albuquerque converteram a primeira série para Cruzeiro e Corinthians. Em seguida, Letícia Ferreira e Duda Sampaio também balançaram as redes para manter a igualdade em 2 a 2.
A terceira rodada trouxe momentos de tensão para as duas equipes. A goleira Lelê defendeu a cobrança de Priscila, dando ao Corinthians a chance de passar à frente no placar, mas Jaqueline desperdiçou a oportunidade ao isolar sua tentativa.
Nas duas séries seguintes, Michele e Vitória Calhau marcaram para a equipe mineira, enquanto Belén Aquino e Thaís Ferreira converteram para o Alvinegro, levando a definição para os alternados com o placar igualado em 4 a 4.
Na sexta cobrança, Lorena Bedoya errou pelo lado do Cruzeiro, mas Gisela Robledo também parou na marcação do Corinthians. Na sétima rodada, Milena colocou as mineiras em vantagem, e Gi Fernandes desperdiçou a última cobrança das Brabas, selando o triunfo cruzeirense por 5 a 4 na disputa de penalidades e a conquista do título da Libertadores Feminina de 2026.
Redação do Tudo Sobre Paulista, cobrindo o futebol do estado de São Paulo.
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