Clube deixou de pagar quatro parcelas do acordo com a Fazenda Nacional, que reduziu dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões
Foto: Reprodução/Corinthians TV O Corinthians deixou de pagar quatro parcelas do acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar dívidas tributárias com a União. Segundo informações divulgadas pelo ge, os valores em aberto já somam R$ 27,3 milhões, considerando débitos previdenciários e não previdenciários.
O acordo foi assinado em fevereiro deste ano e reduziu uma dívida que estava na casa de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. A gestão de Osmar Stabile quitou as quatro primeiras parcelas, mas os pagamentos deixaram de ser realizados a partir de junho.
Com a parcela de setembro também em aberto, o Corinthians acumula quatro prestações não pagas. Os débitos previdenciários representam R$ 8.007.929,92, enquanto os não previdenciários chegam a R$ 19.318.464,72. Somados, os valores totalizam R$ 27.326.394,64.


As parcelas são atualizadas de acordo com a Selic.
Acordo com a PGFN ainda está válido
O contrato firmado pelo Corinthians prevê a possibilidade de rescisão em caso de falta de pagamento de três parcelas, sejam elas consecutivas ou alternadas.
A PGFN notificou o clube sobre a inadimplência em agosto. Até o momento, porém, o órgão afirma que o acordo permanece válido.
As regras estabelecem que, depois da notificação, o contribuinte tem 30 dias para regularizar os pagamentos ou apresentar uma defesa administrativa contra eventual rescisão.
O Corinthians, por sua vez, afirmou que conta com a relação mantida com a PGFN para solucionar a situação da maneira mais rápida possível.
O que acontece se o acordo for rescindido?
Caso a transação seja cancelada, o contrato prevê o restabelecimento do valor original da dívida, sem os descontos concedidos na renegociação. Nesse cálculo, seriam considerados apenas os valores que já foram pagos pelo clube.
Com a rescisão, também poderiam ser retomadas as cobranças judiciais e extrajudiciais relacionadas aos débitos.
Além disso, o Corinthians ficaria impedido de realizar uma nova transação com a PGFN durante dois anos, inclusive para outras dívidas.
Renegociação reduziu a dívida do Corinthians
A transação tributária também esteve no centro de uma discussão envolvendo a aprovação das contas do Corinthians referentes a 2025.
Embora o acordo com a PGFN tenha sido assinado somente em 2026, os efeitos da renegociação foram considerados nas contas do exercício anterior. A operação representou uma redução de R$ 217,428 milhões na dívida bruta do clube.
O Corinthians atravessa uma situação financeira delicada. O endividamento total está na casa dos R$ 2,8 bilhões, enquanto o déficit acumulado nos sete primeiros meses de 2026 chegou a R$ 278,705 milhões.
Corinthians também tem contas do dia a dia em atraso
Além das obrigações com a União, o clube enfrenta atrasos em outros compromissos financeiros.
No futebol masculino, a diretoria tem pendências relacionadas a dois meses de direitos de imagem, além de férias e premiações referentes à Libertadores e ao Campeonato Brasileiro.
O salário dos jogadores em regime CLT também sofreu atraso e chegou a ser pago com uma semana de diferença.
A situação financeira aumenta a pressão sobre a diretoria do Corinthians, que agora precisa regularizar as parcelas em aberto para evitar o risco de perder os benefícios obtidos no acordo com a PGFN.