Frederico Garcia Barreiros relembrou proposta rejeitada em 2024 e afirmou que uma eventual negociação precisa preservar os interesses da Briosa
Foto: Reprodução/Diário esportivo A possibilidade de transformação da Portuguesa Santista em SAF voltou a ser abordada pelo presidente Frederico Garcia Barreiros. Em entrevista ao Diário Esportivo, o dirigente explicou que o clube não fecha as portas para uma eventual negociação, mas defendeu que qualquer avanço precisa acontecer somente depois de uma avaliação clara sobre o valor da Briosa.
Para Barreiros, entender o patrimônio, a estrutura e o potencial do clube é um passo fundamental antes de discutir uma possível venda ou entrada de investidores. A preocupação é evitar que uma decisão de longo prazo seja tomada sem que a Portuguesa Santista saiba exatamente o que representa dentro de uma negociação.
Proposta de SAF foi rejeitada no fim de 2024


Durante a entrevista, o presidente relembrou uma proposta apresentada no fim de 2024, que acabou rejeitada pelo clube.
Barreiros contou que teve participação mais ativa naquele processo e que se posicionou contra a operação. A resistência, segundo ele, não estava necessariamente relacionada à capacidade do grupo interessado em administrar o futebol após a aquisição.
O dirigente destacou que os interessados eram de Portugal e haviam apresentado credenciais, incluindo uma experiência considerada bem-sucedida no futebol português. Ainda assim, o negócio não avançou.
“Eu acho que nesse processo, durante esse processo, eu acabei sendo um pouco mais atuante, porque eu não era a favor, e até me manifestei numa das reuniões a respeito disso, eu não era a favor, não porque a SAF não seria boa na questão de pós-venda, do grupo que estaria adquirindo o clube.”
A avaliação da atual diretoria é de que uma eventual SAF não pode ser analisada apenas pela identidade ou experiência de quem deseja investir. O valor do próprio clube também precisa ser colocado no centro das discussões.
Portuguesa Santista mantém portas abertas para conversas
Apesar da cautela demonstrada pelo presidente, a postura não significa uma rejeição definitiva ao modelo de SAF. A direção entende que propostas podem ser analisadas, desde que apresentem condições consideradas adequadas para o futuro da Portuguesa Santista.
Barreiros também aproveitou a entrevista para agradecer o apoio recebido durante a campanha recente do clube. Segundo o dirigente, gestos de aproximação e atenção têm importância antes mesmo de qualquer eventual relação comercial.
“Só agradecer a atenção que ele teve com a gente, isso para a gente significa muito, porque de alguma forma ele mostra, antes de pensar nos negócios, ao âmbito pessoal, ele mostra que se importa um pouco.”
O presidente reforçou ainda que a Portuguesa Santista está aberta ao diálogo e valoriza pessoas que demonstram interesse pela instituição.