Coletiva Palmeiras x Bahia: João Martins vira chave e fala sobre duelo com Corinthians

Auxiliar detalhou estratégia contra o Bahia, comentou desgaste após Data Fifa e reforçou que o Verdão não muda a mobilização por causa do clássico

Por: Neila Gonçalves
2 horas atrás em 9 de outubro de 2026
Foto: Reprodução/Palmeiras

O Palmeiras venceu o Bahia por 1 a 0, nesta última quinta-feira, 8 de outubro, e já direciona as atenções para o clássico contra o Corinthians, mas João Martins deixou claro que o peso do Dérbi não mudará a maneira como a comissão técnica prepara a equipe.



Após o compromisso diante do Bahia, o auxiliar de Abel Ferreira explicou as decisões tomadas para a partida, detalhou o impacto provocado pelo retorno dos convocados da Data Fifa e reforçou uma filosofia adotada pelo Verdão nos últimos anos: trabalhar no limite independentemente do adversário.

Formação foi pensada para enfrentar o Bahia

Camisa Palmeiras Third 2026/27Camisa Palmeiras Third 2026/27

João Martins explicou que a escolha da formação utilizada pelo Palmeiras não significa necessariamente uma mudança permanente na equipe. A estratégia foi montada levando em consideração as características do Bahia e também as condições físicas do elenco.

“Não. Gostamos de olhar o adversário e ver os pontos fortes, são hiperofensivos. Sabíamos das dificuldades, sabíamos que não estaríamos 100%, alguns jogadores só se juntaram agora de manhã, então decidimos que, para esse jogo, seria essa formação.”

O auxiliar também detalhou o que a comissão técnica identificou no adversário e por que optou pela utilização de três zagueiros.

“Relativamente ao Bahia, era uma equipe que nós sabíamos que tínhamos que ser fortes na primeira pressão, constroem muito bem. Por isso decidimos os três zagueiros, para fechar espaços. Conseguimos uma boa estratégia, tivemos oportunidades de fazer o segundo, terceiro, mas, quando a eficácia não basta, temos que defender para termos os três pontos no fim.”

Data Fifa pesou nas decisões do Palmeiras

A condição dos jogadores que estiveram com suas seleções também entrou diretamente no planejamento.

João Martins explicou que o Palmeiras precisou avaliar individualmente atletas que retornaram de diferentes partes do mundo, alguns deles depois de viagens longas e com pouco tempo de recuperação.

“Devido a essa Data Fifa ser uma data de jogos de preparação, tivemos jogadores em toda parte do mundo, viagens longas. Fizemos análises, avaliações, tivemos conversas com Arias, Mauricio, Sosa, Gustavo Gómez, e tem que ser assim. No mundo ideal, era não haver esse jogo e jogar só no fim de semana, como é na Premier League.”

A formação escolhida também permitiu ao Palmeiras aumentar a proteção defensiva sem abrir mão da qualidade na saída de bola.

“Quando se tem bons jogadores, é mais fácil. E eles juntos, qualidade de bola, de jogo. Juntam equipe, fecham espaço. Dá muitas coisas positivas e, quando jogamos com três zagueiros e volantes, ajuda os dois da frente. Tem oito para defender. Vitor e López tiveram muito bem, mas os três volantes dão essa qualidade com bola.”

João Martins cobra mais eficiência

Mesmo satisfeito com boa parte do desempenho, João Martins voltou a mencionar um ponto que considera determinante: transformar as oportunidades criadas em gols.

O Palmeiras conseguiu chegar ao ataque e construir chances, mas não aproveitou o volume da maneira desejada.

“O aspecto mais decisivo do futebol. E a eficácia é preponderante, nos resta ser resilientes quando as bolas não entram. Espero que no domingo não façamos apenas um gol se tivermos o mesmo número de chances.”

A cobrança ganha ainda mais importância antes do confronto contra o Corinthians, quando o Verdão espera novamente encontrar um jogo de alta intensidade.

Palmeiras não terá mobilização diferente para o Dérbi

Questionado sobre uma preparação especial para enfrentar o maior rival, João Martins apresentou uma resposta longa e explicou a filosofia adotada pela comissão técnica desde sua chegada ao clube.

“Estava pensando ali dentro se dizia o que pensava ou se seria correto, mas vou dizer o que penso. Estamos aqui há seis anos e tem uma coisa que fazemos sempre: todos os dias nos limites. Não há jogos mais importantes que outros. O grande problema de outras equipes é que se mobilizam apenas para alguns tipos de jogos.”

Na sequência, o auxiliar reforçou que o Palmeiras procura manter o mesmo nível de mobilização em todas as partidas, embora reconheça o peso emocional de um clássico.

“No Palmeiras, eu ando no limite sempre, não só contra Santos, Corinthians, São Paulo. Nos mobilizamos sempre. É mais um jogo para nós, nada mais, nada menos do que fizemos hoje. É por isso que não acontece no Palmeiras de se mobilizar apenas para esse tipo de jogos. Todos valem três pontos. Lógico que todos querem ganhar um Derby. Mas não posso ter adrenalina somente nesses jogos.”

Paulinho ainda precisa cumprir etapas

João Martins também atualizou a situação de Paulinho. O atacante segue sendo acompanhado de perto pelo departamento responsável e ainda terá etapas a cumprir antes de uma definição sobre sua disponibilidade.

“Ele está bem. Agora, tal como o Paulinho como os outros, temos critérios. E nós temos nossas avaliações, nossos controles. Não vamos passar etapas. Amanhã terá mais uma etapa a cumprir, no sábado, para ver se domingo estará bem.”

O auxiliar ainda foi questionado sobre questões que envolvem decisões administrativas e deixou claro que esse tipo de definição não cabe à comissão técnica.

“São decisões para quem dirige. Somos técnicos. Treinamos o que o clube nos dá, o que as federações decidem. Aceitamos e trabalhamos com regras. São perguntas para a diretoria.”

Com o Corinthians pela frente, o Palmeiras mantém a linha defendida por João Martins: sem mobilização extraordinária, mas com a mesma exigência máxima aplicada diariamente pela comissão técnica.

Confira a coletiva: