Clube quitou parcelas previdenciárias atrasadas com a PGFN, mas ainda deve R$ 19,3 milhões em débitos não previdenciários.
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians O Corinthians depositou pouco mais de R$ 8 milhões aos cofres da União e quitou parte das parcelas atrasadas do acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O clube estava inadimplente havia quatro meses e tenta regularizar os pagamentos de forma gradual.
O valor pago corresponde às pendências relacionadas à dívida previdenciária. Já os débitos não previdenciários, que somam R$ 19.318.464,72, continuam em atraso desde junho.
Corinthians renegociou dívida bilionária com desconto


Em fevereiro de 2026, o Corinthians assinou um acordo com a União que concedeu desconto de 46% sobre a dívida tributária. Com a renegociação, o débito caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com pagamento parcelado ao longo de quase 20 anos.
O acordo prevê 120 prestações para os débitos não previdenciários e 60 parcelas para as dívidas previdenciárias.
O clube do Parque São Jorge pagou as quatro primeiras parcelas dentro do prazo, mas atrasou as quatro seguintes em meio ao período de instabilidade financeira. Em agosto, a PGFN notificou o Corinthians sobre a inadimplência.
Acordo prevê possibilidade de rescisão
O contrato firmado entre as partes prevê que a “falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas” pode levar à rescisão do acordo.
Com o pagamento de pouco mais de R$ 8 milhões referente às pendências previdenciárias, o Corinthians busca reduzir parte dos atrasos. No entanto, os débitos não previdenciários, superiores a R$ 19,3 milhões, seguem pendentes.