Atleta da Ponte Preta fica sem camisa de seu número para troca

A Macaca porém, rebateu a informação prescrita na súmula

Por: Murilo Godoy
1 hora atrás em 22 de setembro de 2026
Diego Leão, zagueiro da Ponte Preta - Foto: Reprodução/Instagram - @diegoleao05

Após 149 dias, a Ponte Preta enfim conquistou uma vitória na temporada. A Macaca derrotou o CRB por 1 a 0, no estádio Moisés Lucarelli, e venceu após cinco meses, e 22 rodadas de Série B.



A partida também ficou marcada por uma situação no mínimo inusitada, mas também preocupante. O zagueiro Diego Leão (número 4) teve a sua camisa rasgada aos 49 minutos do segundo tempo, porém, não tinha outra camisa com o mesmo número para a troca.

Sendo assim, o atleta retornou ao campo com a camisa de número 19. O ocorrido foi registrado em súmula pelo árbitro Yuri Elino. Porém, em contato com representantes da Ponte Preta, o clube rebateu o documento, informando que havia sim outra camisa com o mesmo número, mas pelo tempo de jogo, a Ponte poderia ficar com um a menos.

10 Tênis Puma até R$ 250,0010 Tênis Puma até R$ 250,00

Graças a Kleina, a Macaca usou do regulamento para ficar com 11 em campo: Leão pegou a camisa de Thevyn, que não entrou em campo, e voltou para o jogo.

Mesmo sem tantos problemas nesse caso, a Ponte Preta sofreu muito com a falta de enxoval branco desde o início da Série B, em alguns casos, tendo apenas o uniforme preto para atuar. Entenda o motivo:

De acordo com apuração da reportagem, o sumiço das camisas brancas aconteceu por culpa única e exclusiva de um atual funcionário do clube.

Quando chega um enxoval novo no clube, uma certa quantidade de camisetas vai exclusivamente para a loja da Ponte Preta, que não tem nenhuma relação com a instituição, e a outra parte diretamente para o clube.

E obrigatoriamente, essas camisas precisam durar até o final do ano, muitas vezes, por não existir uma reposição rápida e repentina. Por jogo, são dadas três camisas para cada jogador, uma média de 60 a 70 uniformes por partida.

Um funcionário do clube, que não será citado por respeito às fontes e à integridade da matéria, é o responsável por colocar os patrocinadores, tamanhos e números nas camisas, de acordo com a demanda pedida pelo clube em cada jogo.

Há algum tempo atrás, o controle dos uniformes era feito de maneira extremamente rigorosa por um profissional do clube, que hoje já não faz mais parte do quadro de funcionários da Ponte Preta. Nada saía do estoque sem autorização.

Porém, após o desligamento desse profissional, o funcionário anteriormente citado, começou a pegar as camisas do clube, alegando que o atleta não havia realizado a devolução do uniforme, e revende para torcedores, principalmente colecionadores, com um preço na faixa de 200 reais.

Quando isso começou a ficar explícito, “laranjas” começaram a ajudar nas revendas. Isso é feito desde 2021, e já foi reportado à diretoria, mas ninguém tomou uma atitude em relação ao tema. A reportagem inclusive tentou comprar uma camisa de jogo com um dos vendedores, e comprovou todos os fatos antes de finalizar a matéria.

Mesmo com o triunfo diante do clube alagoano, a Ponte Preta segue na lanterna da competição com apenas 13 pontos, e está virtualmente rebaixada para a Série C de 2027.