Clubes e federações se reúnem com governo após fim das bets no Brasil

Encontro em Brasília discute impactos da medida e possibilidade de linha de crédito de até R$ 20 bilhões para equipes das Séries A e B

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 28 de setembro de 2026
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Clubes e federações de futebol participam nesta terça-feira (29) de uma reunião com representantes do Governo Federal, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro ocorre após a publicação da Medida Provisória que proibiu a operação e a publicidade das casas de apostas no Brasil e terá como objetivo discutir os impactos da decisão sobre o futebol.



A reunião contará com os ministros da Fazenda, Dario Durigan; do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro; do Planejamento, Bruno Moretti; e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem participação prevista no encontro. Representantes das quatro divisões do Campeonato Brasileiro e das federações estaduais foram convidados.

Entre os assuntos que devem entrar em pauta está a criação de uma linha de crédito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta prevê empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado para que os clubes possam renegociar dívidas e, eventualmente, investir em infraestrutura. O programa em discussão pode chegar a R$ 20 bilhões para equipes das Séries A e B.

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A negociação sobre o crédito já vinha sendo discutida antes da proibição das bets, que se tornaram uma importante fonte de patrocínio para os clubes brasileiros. A CBF participa das conversas como articuladora, enquanto os clubes defendem que as novas regras de governança e o Fair Play Financeiro podem servir como base para a concessão dos financiamentos.

A Federação Paulista de Futebol também participa da articulação. A entidade reuniu seus clubes filiados na segunda-feira (28) para tratar dos efeitos da medida e alinhar as demandas antes do encontro em Brasília. O governo, por sua vez, havia indicado que pretendia primeiro avaliar o impacto financeiro da proibição sobre o futebol antes de definir eventuais medidas de apoio.