Marcelo Dias afirma que recebeu nova versão da proposta e cita alterações sobre Clube Social, investimentos e garantias
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC O Guarani está novamente próximo de definir o futuro do projeto de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Integrante da comissão responsável por analisar a proposta de Roberto Graziano, o ex-presidente do Conselho Deliberativo Marcelo Dias afirmou que recebeu a versão revisada do contrato e agora trabalha na comparação com as alterações solicitadas pelo clube.
A votação da proposta está marcada para 2 de outubro. Segundo Dias, existe uma expectativa de que o processo seja concluído na próxima semana. “Eu acredito que a chance disso acontecer é de 95%”, afirmou o conselheiro em entrevista ao programa Esporte em Debate, da Rádio Bandeirantes.
A primeira versão do contrato havia gerado uma lista de 24 páginas com pontos de divergência e pedidos de alteração apresentados pelo Guarani. Agora, Dias pretende analisar item por item para identificar quais sugestões foram aceitas por Graziano e preparar um relatório que será levado aos associados antes da votação.


Entre os pontos discutidos está a manutenção do Clube Social durante o período de construção do novo estádio. De acordo com Dias, a nova versão do documento prevê a manutenção de uma estrutura social durante o período das obras. O conselheiro, porém, ainda precisa conferir os detalhes da cláusula antes de apresentar sua análise final.
Outro ponto que permanece no contrato é o prazo de 40 anos para a realização dos investimentos previstos. O Guarani havia defendido anteriormente uma redução para 15 ou 20 anos, mas Graziano não teria aceitado a mudança. Dias explicou que o período não representa o tempo de propriedade das ações da SAF, mas sim o prazo máximo para execução dos investimentos estabelecidos no acordo.
“A compra das cotas pelo Roberto Graziano é definitiva, ela não é por 40 anos, ela é eterna. O prazo de 40 anos é o prazo limite em que ele tem que efetuar os investimentos previstos em contrato”, explicou.
A possibilidade de uma futura revenda da SAF também está entre os assuntos analisados pela comissão. O grupo havia apresentado sugestões para preservar determinadas garantias ao Guarani e estabelecer participação do clube em uma eventual negociação com outro investidor. Segundo Dias, entretanto, esse trecho ainda não foi analisado na versão mais recente do documento.
Outro aspecto tratado pelo conselheiro foi a situação financeira do clube. Segundo sua explicação, a proposta estabelece obrigações para o investidor relacionadas ao custeio do déficit e às despesas necessárias para a manutenção da estrutura do Guarani, incluindo folha profissional, recuperação judicial, estádio e Centro de Treinamento.
“O déficit é garantido dentro do contrato”, afirmou Dias, destacando que a análise da comissão busca justamente estabelecer garantias para o funcionamento do clube e reduzir riscos no processo de transformação em SAF.
A próxima etapa será a conclusão da análise da nova minuta e a elaboração do relatório que será apresentado aos associados. A votação da proposta de Roberto Graziano está prevista para 2 de outubro.