Corinthians: dívida com a União chega a R$ 27 milhões após parcelas atrasadas

Clube deixou de pagar quatro parcelas do acordo com a Fazenda Nacional, que reduziu dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões

Por: Jhonatan Moraes
1 hora atrás em 2 de outubro de 2026
Foto: Reprodução/Corinthians TV

O Corinthians deixou de pagar quatro parcelas do acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar dívidas tributárias com a União. Segundo informações divulgadas pelo ge, os valores em aberto já somam R$ 27,3 milhões, considerando débitos previdenciários e não previdenciários.



O acordo foi assinado em fevereiro deste ano e reduziu uma dívida que estava na casa de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. A gestão de Osmar Stabile quitou as quatro primeiras parcelas, mas os pagamentos deixaram de ser realizados a partir de junho.

Com a parcela de setembro também em aberto, o Corinthians acumula quatro prestações não pagas. Os débitos previdenciários representam R$ 8.007.929,92, enquanto os não previdenciários chegam a R$ 19.318.464,72. Somados, os valores totalizam R$ 27.326.394,64.

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As parcelas são atualizadas de acordo com a Selic.

Acordo com a PGFN ainda está válido

O contrato firmado pelo Corinthians prevê a possibilidade de rescisão em caso de falta de pagamento de três parcelas, sejam elas consecutivas ou alternadas.

A PGFN notificou o clube sobre a inadimplência em agosto. Até o momento, porém, o órgão afirma que o acordo permanece válido.

As regras estabelecem que, depois da notificação, o contribuinte tem 30 dias para regularizar os pagamentos ou apresentar uma defesa administrativa contra eventual rescisão.

O Corinthians, por sua vez, afirmou que conta com a relação mantida com a PGFN para solucionar a situação da maneira mais rápida possível.

O que acontece se o acordo for rescindido?

Caso a transação seja cancelada, o contrato prevê o restabelecimento do valor original da dívida, sem os descontos concedidos na renegociação. Nesse cálculo, seriam considerados apenas os valores que já foram pagos pelo clube.

Com a rescisão, também poderiam ser retomadas as cobranças judiciais e extrajudiciais relacionadas aos débitos.

Além disso, o Corinthians ficaria impedido de realizar uma nova transação com a PGFN durante dois anos, inclusive para outras dívidas.

Renegociação reduziu a dívida do Corinthians

A transação tributária também esteve no centro de uma discussão envolvendo a aprovação das contas do Corinthians referentes a 2025.

Embora o acordo com a PGFN tenha sido assinado somente em 2026, os efeitos da renegociação foram considerados nas contas do exercício anterior. A operação representou uma redução de R$ 217,428 milhões na dívida bruta do clube.

O Corinthians atravessa uma situação financeira delicada. O endividamento total está na casa dos R$ 2,8 bilhões, enquanto o déficit acumulado nos sete primeiros meses de 2026 chegou a R$ 278,705 milhões.

Corinthians também tem contas do dia a dia em atraso

Além das obrigações com a União, o clube enfrenta atrasos em outros compromissos financeiros.

No futebol masculino, a diretoria tem pendências relacionadas a dois meses de direitos de imagem, além de férias e premiações referentes à Libertadores e ao Campeonato Brasileiro.

O salário dos jogadores em regime CLT também sofreu atraso e chegou a ser pago com uma semana de diferença.

A situação financeira aumenta a pressão sobre a diretoria do Corinthians, que agora precisa regularizar as parcelas em aberto para evitar o risco de perder os benefícios obtidos no acordo com a PGFN.