Bastidores do Palmeiras: Verdão terá de apresentar à Justiça detalhes da venda de Allan

Clube não é acusado no processo, mas precisa esclarecer valores relacionados à participação do Figueirense na transferência

Por: Neila Gonçalves
4 horas atrás em 22 de outubro de 2026
Foto: Divulgação/Manchester City

O Palmeiras terá de apresentar à Justiça documentos e informações financeiras referentes à transferência de Allan para o Manchester City, da Inglaterra. A determinação está relacionada a uma disputa judicial envolvendo o Figueirense, clube que possui direito a uma porcentagem dos valores da negociação.



Embora tenha sido incluído no procedimento para prestar esclarecimentos, o Palmeiras não é réu na ação e não responde por irregularidades na transferência.

A discussão envolve os recursos que o Figueirense tem a receber pela venda do jogador e a existência de credores que buscam o pagamento de dívidas da equipe catarinense.

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Transferência envolve pagamento parcelado

A negociação de Allan com o Manchester City foi acertada em agosto, e a transferência definitiva ocorreu em 1º de setembro de 2026.

De acordo com as informações apresentadas pelo Palmeiras à Justiça, o valor fixo da operação foi estabelecido em 37.416.960 euros, com pagamento dividido em quatro parcelas anuais.

O acordo total, considerando valores fixos e bonificações, pode chegar a aproximadamente 40 milhões de euros.

Antes da negociação, o Palmeiras havia ampliado sua participação nos direitos econômicos do jogador.

O clube adquiriu mais 20% dos direitos junto ao Figueirense, por R$ 1,6 milhão, passando a controlar 90% do total.





A equipe catarinense permaneceu com direito a 10% do valor líquido efetivamente recebido pelo Palmeiras, além de uma bonificação contratual de R$ 750 mil.

Esses valores estão no centro da discussão judicial.

Disputa entre credores impede repasses

O processo teve origem em uma ação movida pela M&F Investimentos e Participações contra o Figueirense.

A empresa busca receber valores relacionados a uma dívida do clube catarinense e solicitou o bloqueio de recursos provenientes da transferência de Allan.

A Justiça determinou a retenção de aproximadamente R$ 5,9 milhões.

Além dessa cobrança, existem outras reivindicações sobre os créditos do Figueirense, incluindo uma apresentada pelo Athletico-PR e outra relacionada a um processo trabalhista.





Diante da existência de diferentes interessados, a juíza Marcella Leal Restum determinou que o Palmeiras mantenha os valores retidos até que os pagamentos sejam autorizados judicialmente.

A medida não representa uma punição esportiva ao clube paulista.

Palmeiras deverá detalhar contratos e pagamentos

Em decisão de 14 de outubro, a Justiça solicitou documentos referentes a dois momentos da relação contratual entre Palmeiras e Figueirense.

O primeiro corresponde ao acordo firmado em janeiro de 2019, relacionado à chegada de Allan ao clube paulista.

O segundo envolve a aquisição de mais 20% dos direitos econômicos do atleta, realizada em maio de 2025.





Também foram solicitadas informações sobre o recebimento da parcela prevista para outubro, os valores líquidos da transferência e a situação da bonificação contratual.

Segundo as informações divulgadas, o Palmeiras ainda não havia sido formalmente notificado da nova determinação, mas manifestou disposição para cumpri-la quando isso ocorrer.

O clube pretende preservar a confidencialidade dos contratos firmados com o Manchester City.





A discussão judicial não altera a transferência do jogador, mas estabelece procedimentos para definir a destinação dos recursos pertencentes ao Figueirense.