Quarteto pode buscar cidadania brasileira após nova regra no Brasileirão

Verdão tem oito jogadores nascidos fora do Brasil no elenco profissional e precisará administrar o novo limite gradual de estrangeiros no Brasileirão

Por: Neila Gonçalves
57 minutos atrás em 24 de setembro de 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Gustavo Gómez, Piquerez, Jhon Arias e Flaco López podem se tornar peças importantes também fora de campo no planejamento do Palmeiras para os próximos anos. Com a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro, o clube acompanha a possibilidade de naturalização brasileira de alguns de seus principais jogadores.



A nova regra prevê que o limite, atualmente de nove estrangeiros, caia para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030.

O Palmeiras possui atualmente oito atletas estrangeiros no elenco profissional e, por isso, a eventual obtenção da cidadania brasileira por jogadores com longa permanência no país poderia diminuir o impacto da nova limitação.

Lançamento Camisa Palmeiras - OF 3 - 2026-27Lançamento Camisa Palmeiras - OF 3 - 2026-27

Gustavo Gómez está no Brasil desde 2018, enquanto Piquerez chegou em 2021 e Flaco López em 2022. De acordo com as informações apresentadas, os três já atingiram o período de residência necessário para avaliar um pedido de naturalização ordinária.

A situação de Jhon Arias é diferente. O colombiano tem filho nascido no Brasil e, segundo a publicação, pode se enquadrar em uma condição que reduz o período de residência exigido para solicitar a cidadania.

Caso algum dos processos avance e seja concluído, esses jogadores deixariam de ocupar vagas destinadas a estrangeiros na relação das partidas nacionais, o que poderia facilitar o planejamento do elenco de Abel Ferreira nos próximos anos.

A questão ganha ainda mais peso porque vários estrangeiros do Palmeiras possuem contratos longos. Gómez, Piquerez e Flaco, por exemplo, têm vínculos que chegam até 2030.

Mauricio também aparece em uma situação particular. Apesar de ter passado a defender a seleção do Paraguai em 2026, o meio-campista é brasileiro nato e, portanto, não ocupa vaga de estrangeiro nas competições nacionais.

A diretoria palmeirense acompanha o tema enquanto analisa os efeitos esportivos e jurídicos da nova regulamentação para manter flexibilidade na montagem do elenco.