Wesley Rios evita prometer acessos, mas cobra Comercial competitivo com possível SAF

Presidente projeta time forte já na Série A4 e admite que resultados esportivos não podem ser garantidos mesmo com avanço da parceria com a Alliance Football

Por: Neila Gonçalves
11 horas atrás em 24 de setembro de 2026
Foto: Divulgação/Comercial

O presidente do Comercial, Wesley Rios, evitou estabelecer metas rígidas de acesso para o clube caso a transformação em Sociedade Anônima do Futebol seja aprovada. Apesar disso, o dirigente deixou claro que a expectativa é montar equipes competitivas desde o início da parceria com a Alliance Football.



O primeiro objetivo esportivo seria buscar o acesso na Série A4 do Campeonato Paulista. A ideia da diretoria é utilizar essa base também na Copa Paulista e, em caso de promoção, reforçar o elenco para a disputa da Série A3 na temporada seguinte.

Mesmo com esse planejamento, Wesley ressaltou que o cenário esportivo não permite promessas.

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“Obviamente, a intenção é montar um time supercompetitivo na Série A4, já conseguir o acesso na A4, ter essa base e reforçar o elenco para uma Copa Paulista, ter o time da Copa Paulista já para uma Série A3 do próximo ano.”

O presidente ponderou, porém, que uma eventual estrutura mais forte não garante automaticamente os resultados esperados.

“Às vezes, a gente pode bater na trave na A4. Então, é muito difícil hoje prometer, fazer um planejamento de resultados.”

Para Wesley, o compromisso da possível nova gestão deve estar mais ligado à capacidade de colocar o Comercial em condições de disputar as primeiras posições de cada competição.

“Todo mundo fala que vai subir, mas só sobem dois clubes. É muito difícil, mas o que a gente sempre vai fazer é cobrar que o Comercial tenha times competitivos e a gente consiga brigar sempre.”

A proposta da SAF prevê que a Alliance Football, dos empresários Eliel Fraga e Caian Oliveira, fique com 90% das ações, enquanto o clube associação mantenha os outros 10%.

O projeto também estabelece uma previsão de R$ 300 milhões em investimentos ao longo de dez anos. O valor poderá incluir recursos obtidos por meio de parceiros e outras receitas vinculadas à operação.

Outro ponto envolve as receitas do Comercial, incluindo o aluguel do estádio Palma Travassos, que passariam à empresa. A possibilidade de renegociação de algumas fontes de renda para o clube poderá ser discutida posteriormente.

Caso a proposta seja aprovada pelo Conselho Deliberativo, terá início a etapa de due diligence, que analisará documentos, garantias financeiras e o passivo do Comercial, estimado em cerca de R$ 42 milhões.