Defensor cobra R$ 257.689,42, e é representado pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino
Zagueiro Diogo Silva processa a Ponte Preta - Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC A Ponte Preta segue recebendo diversos processos de jogadores que passaram pelo clube em 2026. Entre eles, está o zagueiro Diogo Silva. O arqueiro entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra o clube.
Além de cobrar o reconhecimento de vínculo empregatício e o pagamento de verbas trabalhistas, ele pede que o presidente Luiz Antônio Alves Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin respondam por eventuais dívidas reconhecidas pela Justiça, alegando gestão irregular e temerária.
Diogo cobra R$ 257.689,42, e é representado pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino. Segundo a ação, Diogo Silva chegou ao clube em julho, foi integrado ao elenco e permaneceu à disposição até 26 de agosto, quando saiu após ser avisado que não poderia ser registrados devido às punições sofridas pelo clube – que posteriormente foram derrubadas em parceria com a SAF do Boavista.


O atleta alega que, apesar de nunca ter atuado oficialmente pela Ponte Preta, houve relação de trabalho com o clube. A principal tese da ação é que o vínculo trabalhista não depende do registro esportivo junto à CBF, desde que estejam presentes elementos como subordinação, prestação de serviços e remuneração.
Os advogados citam dispositivos da Lei Geral do Esporte para sustentar o pedido. O processo foi feito em conjunto com o zagueiro Diogo Silva, que cobra um valor menor (R$ 127.377,77). Os pedidos serão analisados pela Justiça, com o devido espaço para apresentação da defesa durante o processo legal.
Os valores cobrados incluem salários do período trabalhado, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias e 13º proporcionais, multa rescisória prevista na CLT e o pagamento da chamada cláusula compensatória, prevista para situações em que o contrato é encerrado por iniciativa ou responsabilidade do clube, levando em conta os pagamentos a receber até o fim do acordo inicialmente firmado – que iria até 30 de novembro.
Dentro de campo, em caso de derrota para o Cuiabá no próximo sábado (3), às 17h, na Arena Pantanal, a Ponte Preta estará matematicamente rebaixada para a terceira divisão nacional, ainda na 31ª rodada.