O técnico Moisés Egert destacou aspectos positivos do XV de Piracicaba após o empate em 0 a 0 com o Rio Branco, no sábado, 26, pela sétima rodada da Copa Paulista. Apesar do placar sem gols, o comandante valorizou o controle da equipe durante boa parte do clássico, disputado fora de casa, e apontou pontos de evolução para a reta final da primeira fase.
Em sua análise, Egert contextualizou o reencontro entre os clubes após quase uma década e reconheceu a carga emocional envolvida no confronto. Segundo ele, o Rio Branco tratou a partida como decisiva e adotou uma postura reativa, com linhas baixas e foco em transições. “Clássico tem seus fatores. Eles vieram no 5-3-2, com transição e bola parada. A gente sabia que seria um jogo duro”, explicou.
O treinador elogiou o desempenho defensivo do Nhô Quim e considerou o ponto somado suficiente para garantir a liderança do grupo. “Se fosse mata-mata, estaríamos classificados. Controlamos o jogo, terminamos melhor fisicamente e tivemos chances no final”, afirmou. Ele também reforçou a importância do equilíbrio emocional diante da pressão externa e da expectativa da torcida.
Sobre a produção ofensiva, Egert reconheceu a dificuldade em furar o sistema adversário, mas garantiu confiança nas opções disponíveis. Mencionou o rodízio entre Messias, Matheus e Serginho na função de armador e rechaçou, por ora, a necessidade de reforços para o setor. “Cada jogo pede algo. Não vejo hoje carência no meio. Estamos bem servidos, e o momento é de dar ritmo e confiança”, disse.
A respeito do setor defensivo, o treinador detalhou a situação dos goleiros Carlão, Pedro Gagliotti e Reinaldo, e garantiu que as decisões serão tomadas com cautela, priorizando a razão e a estratégia de cada jogo. “Estamos bem servidos. O Pedro tem qualidade, principalmente com os pés, mas vamos seguir avaliando semana a semana.”
Mesmo diante do adversário de pior campanha na competição, Egert reforçou que o empate fora de casa foi valioso pelo contexto do duelo e projetou a preparação para o mata-mata. “A tabela não entra em campo. Tivemos posse, chances e controle. O que falta é mais efetividade no terço final, principalmente no penúltimo e último passe”, ponderou.
Na parte final da coletiva, o técnico ressaltou que o XV está em um processo contínuo de evolução e que a classificação, praticamente assegurada, deve ser acompanhada por crescimento técnico e tático. “Temos que manter o nível de concentração, sem zona de conforto. Os jogos serão cada vez mais decididos no detalhe”, concluiu.