O União São João não apenas revelou Roberto Carlos. O clube o construiu.
Em entrevista, o presidente José Mário Pavan reconstruiu uma das trajetórias mais emblemáticas da história do futebol brasileiro: a descoberta do garoto franzino que um técnico descreveu como “tico”, a lapidação técnica no União, os amistosos internacionais, a disputa em Logroñes, a ida ao Palmeiras e, enfim, a viagem que selou a venda para o Real Madrid — um dos movimentos mais marcantes da história do clube.
O relato é rico em detalhes e reafirma algo que Araras repete há décadas:
Roberto Carlos não apenas passou pelo União. Ele nasceu jogador lá.
O início de tudo: “ele era tico” — mas ninguém tinha dúvida do talento


Pavan lembra com clareza da primeira descrição feita pelo técnico responsável por observar o garoto:
“Ele era tico… mas a gente sabia que ia dar jogador.” (sentido fiel)
Mesmo pequeno fisicamente, Roberto Carlos tinha força, explosão e um entendimento de jogo acima da média. O União foi, então, o ambiente que permitiu que esse talento fosse moldado sem pressa — e com método.
O estímulo ao crescimento técnico: amistosos, viagens e desafios acima da idade
O União jamais teve medo de colocar Roberto Carlos para competir contra adversários mais fortes.
Pavan cita amistosos e torneios que foram decisivos no processo de lapidação.
Um dos momentos mais marcantes foi o amistoso contra o Atlético-MG, parte da agenda de jogos preparatórios que o União utilizava para projetar seus atletas:
“Fomos jogar com o Atlético-MG… e ali já dava para ver o crescimento dele.” (sentido fiel ao PDF)
Mas o grande salto de visibilidade viria na Espanha.
Torneio de Logroñes: a vitrine internacional que mudou tudo
Pavan relembra que o União foi disputar o torneio de Logroñes, na Espanha — uma experiência rara para clubes do interior paulista nos anos 90.
Foi nesse torneio que Roberto Carlos chamou a atenção de olheiros europeus. Sua força física, velocidade e presença ofensiva destoavam de jogadores da mesma idade.
Segundo Pavan, foi nesse momento que o lateral se tornou “inevitável” no radar internacional.
“Fomos a Logroñes… ali ele começou a aparecer muito forte.” (trecho referenciado do PDF)
Essa viagem é um marco na história do União.
A ida para o Palmeiras e a preparação para o salto europeu
Antes de cruzar o Atlântico, Roberto Carlos viveu um ciclo fundamental: o Palmeiras.
O União precisou tomar uma decisão estratégica: permitir que o atleta ganhasse visibilidade nacional em um gigante do país para, então, disputar o mercado europeu em outra prateleira.
Esse movimento, como Pavan lembra, foi essencial para que o lateral chegasse a uma negociação madura, com melhor retorno esportivo e financeiro.
A viagem decisiva: União São João vai à Europa vender Roberto Carlos ao Real Madrid
O ponto mais simbólico de toda a história vem na fala de Pavan:
ele relembra a viagem realizada para concretizar a negociação com o Real Madrid, em um dos momentos mais importantes da história do clube.
“Fomos lá vender ele…”
A frase curta carrega décadas de impacto.
A venda não foi apenas um negócio para o União.
Foi a consagração de um método formador impecável — um clube de Araras levando ao maior clube do mundo o jogador que se tornaria um dos maiores laterais da história.
A partir dali, o mundo conheceria o Roberto Carlos dos chutes de 170 km/h, das Copas do Mundo e dos títulos europeus.
E cada linha dessa trajetória começava no Hermínio Ometto.
Conclusão – A descoberta de Roberto Carlos é o maior símbolo da identidade formadora do União São João
A narrativa reconstruída por José Mário Pavan mostra que a revelação de Roberto Carlos não foi acaso nem sorte.
Foi processo.
Foi método.
Foi visão.
O União o descobriu, lapidou, desafiou, levou para a Espanha, colocou na prateleira nacional com o Palmeiras e, enfim, realizou a histórica negociação com o Real Madrid.
A história do maior lateral esquerdo da Seleção Brasileira é, também, a história do União São João — o clube que o viu nascer jogador.
Frase foco
A trajetória de Roberto Carlos no União São João revela o poder formador do clube, do “tico” ao Real Madrid.
Meta descrição
José Mário Pavan detalha como o União São João descobriu, lapidou e levou Roberto Carlos ao Real Madrid após amistosos, torneios internacionais e passagem estratégica pelo Palmeiras.
Tags
União São João, Roberto Carlos, José Mário Pavan, Real Madrid, Logroñes, Palmeiras, formação de atletas, futebol paulista, revelação, TSP