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Treinador do Flamengo vê vantagem em jogar em casa na Copinha

O time joga em casa na fase de grupos e encara Vitória, Capivariano e Rio Branco-ES

Por: André Victor Lima e Silva
3 dias atrás em 30 de dezembro de 2025
Eduardo Oliveira/Flamengo

O Flamengo de Guarulhos quer fazer do Ninho do Corvo uma arma na Copinha 2026. O time joga em casa na fase de grupos e encara Vitória, Capivariano e Rio Branco-ES. Por isso, cada detalhe importa. E, para o treinador Wallison Bernardo, o estádio entrega dois diferenciais: torcida forte e gramado sintético.








“Quem já esteve aqui no Ninho do Corvo para assistir um jogo de Copinha? Eu, particularmente, sou guarulhense, então eu assisti jogos do Flamengo quando pequeno. Quando iniciei minha carreira de treinador também, assisti jogos. E aqui é uma paixão que não tem tamanho, entendeu? O torcedor vem, ele abraça, ele grita, ele incentiva.”






Torcida empurra — e muda o clima do jogo





Wallison sabe o que acontece quando o Ninho enche. Ele viu isso como torcedor e também como treinador. Além disso, ele entende que o adversário sente o ambiente. A arquibancada fica perto. O barulho cresce rápido. E a Copinha costuma amplificar esse tipo de pressão.






“Aqui é uma paixão que não tem tamanho… o torcedor vem, ele abraça, ele grita, ele incentiva. E jogar aqui em Guarulhos, para quem vem, sabe da dificuldade que é, porque tem esse empurrão da torcida.”






Ao mesmo tempo, o técnico não idealiza. Ele reconhece que a torcida vive o jogo no limite. Ainda assim, ele quer canalizar essa energia. Ele busca apoio do começo ao fim. E ele quer o time ligado desde o primeiro minuto.





Lolê Arts – Flamengo




O sintético do Ninho: bola mais rápida e menos tempo para pensar





A casa do Flamengo de Guarulhos tem outra marca. O gramado é sintético. Isso muda o jogo. A bola corre mais. O quique fica diferente. A disputa de segunda bola também muda. Portanto, quem não se adapta rápido sofre.





Wallison destacou esse ponto na entrevista. Ele comparou com a rotina de muitos clubes, que atuam mais no natural.






“É um gramado sintético, diferente dos gramados, geralmente, onde esses times jogam. Porque, geralmente, eles estão na grama natural, nós estamos no sintético.”






Além disso, ele acredita que os rivais virão mais preparados. Afinal, a última Copinha chamou atenção para mandos fortes e campos diferentes. Mesmo assim, ele aposta que o Ninho segue sendo duro.






“Eu acho que os times também já vão vir um pouco mais preparados, devido à proporção que teve na última Copinha.”






“Novo caldeirão”: objetivo é repetir o ambiente de Copinha





O Flamengo de Guarulhos quer repetir a atmosfera de 2025. A cidade costuma abraçar o clube no torneio. Por isso, Wallison já fez o convite. Ele quer estádio cheio. Ele quer pressão com responsabilidade. E ele quer o Ninho “pegando fogo”, mas do jeito certo.






“Então, espero que a torcida e a Lota uniam novamente, e que nós possamos fazer de novo um novo Caldeirão e buscar novos resultados.”






No fim da entrevista, ele reforçou o recado. Ele falou com o torcedor rubro-negro e guarulhense. E ele pediu intensidade com consciência.






“Espero você no Ninho do Corvo… pra estar lá e fazer o que a gente sempre fez, que é fazer do Ninho uma loucura total, mas com responsabilidade, bastante futebol e a mão na camisa.”






Por que isso pode decidir o Grupo 28





O próprio Wallison já definiu a chave como equilibrada. Então, o Flamengo de Guarulhos precisa pontuar. Em grupos assim, mando pesa. Ambiente pesa. Detalhe pesa.





Por isso, o Ninho do Corvo vira mais do que cenário. Ele vira estratégia. Ele vira combustível. E ele pode virar o empurrão que separa um empate de uma vitória.