Para ele, será a primeira Copa São Paulo como treinador principal. Por isso, o momento mistura alegria e ansiedade
Instagram / @guibellangero No episódio #128 do TSP Exclusiva, conversamos com Guilherme Bellangero, técnico do Ituano Sub-20, que vai comandar o Galo na Copinha 2026. Para ele, será a primeira Copa São Paulo como treinador principal. Por isso, o momento mistura alegria e ansiedade. Mesmo assim, Guilherme mostrou confiança no processo e reforçou o que considera essencial no clube: integração real entre base e profissional.
“A Copinha realmente é o campeonato de base com maior visibilidade, mais esperado pelos atletas e por nós treinadores também. (…) É um momento de bastante felicidade e até de ansiedade para desfrutar dessa competição que sempre acompanhei.”
O Ituano vive bons anos na competição e, por isso, entra com expectativa alta. Guilherme reconhece a responsabilidade. Ele citou campanhas recentes e explicou que a Copinha cresce a cada temporada. Segundo ele, mais clubes se preparam. Além disso, mais equipes chegam com estrutura e leitura de jogo.
“A gente sabe que é uma responsabilidade muito grande do Ituano na Copinha pelos bons resultados que ele vem conseguindo pós-pandemia. Chegou em umas quartas finais, chegou em duas oitavas. (…) A cada ano a Copinha vai ficando mais difícil, mais times chegam, mais times se preparam. Então a gente sabe que vai ser muito difícil, mas nós vamos fazer tudo para repetir as boas emissões do Ituano na Copinha.”

Muita gente olhou o sorteio e chamou o grupo de “tranquilo”. Porém, Guilherme discordou. Ele explicou que a comissão avalia o cenário com outro olhar. Torcedor tende a seguir “times de camisa”. Já quem trabalha com base estuda projeto, modelo e identidade.
“A gente como comissão técnica, a gente conhece bem as equipes. (…) Para o público em geral, eles ficam mais ligados aos times de camisa. (…) Mas a gente que trabalha com base, a gente sabe da dificuldade.”
Ele detalhou os rivais. Primeiro, falou do Referência e elogiou a identidade de jogo.
“O Referência é uma equipe que pode ser pouco conhecida por alguns, mas para nós que trabalhamos com base, sabemos do trabalho muito bem feito no Referência. É um grupo que tem uma identidade, tem uma identidade de jogo.”
Depois, citou o Real-RS como projeto estruturado e forte no Sul.
“O Real, para quem não conhece, é uma equipe muito forte do Rio Grande do Sul. (…) Esse ano ele chegou na semifinal, perdendo apenas para o Inter. A gente sabe que essa geração é uma geração muito boa.”
Por fim, falou do Ivinhema, que pode chegar com reforços e encaixes prontos.
“O Ivinhema, pelo que a gente apurou, vai fazer aí uma mistura com o São Carlos, com os meninos que disputaram o Paulista esse ano. Então, eu acredito que vai ser um grupo bem equilibrado.”
Guilherme valorizou a continuidade. Ele disse que está perto de completar um ano com o grupo. Assim, atletas conhecem o treinador. E o treinador conhece o elenco. Isso acelera o trabalho e melhora a leitura de jogo. Além disso, ele lembrou duas campanhas que terminaram nos pênaltis, mas deixaram desempenho forte.
No Brasileiro Série B Sub-20, o Ituano liderou a primeira fase e quase buscou o acesso.
“Foi a primeira vez que o Ituano jogou um campeonato nacional de base. (…) Nós fomos na melhor campanha da primeira fase de todos os 16 times tradicionais. (…) Fizemos um grande jogo, abrimos 2×0, tomamos um empate 2×2, abrimos 4×2, acabamos tomando um empate no final e sendo eliminados dos pênaltis.”
No Paulista, ele citou desempenho alto em meio a muitos clubes.
“Depois do Paulista, dos mais de 80 clubes, a gente fez, se não me engano, a sexta melhor campanha. (…) Mais uma vez, infelizmente, eliminados dos pênaltis.”