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Treinador acha que Martinelli incentiva time do Ituano na Copinha

O Ituano chega à Copinha 2026 com um discurso que se repete dentro do clube. Ele aparece na fala do treinador Guilherme Bellangero e também na rotina diária da base. O ponto central é claro: integração com o profissional.

Por: André Victor Lima e Silva
4 dias atrás em 29 de dezembro de 2025
Foto: Miguel Schincariol/Ituano FC

O Ituano chega à Copinha 2026 com um discurso que se repete dentro do clube. Ele aparece na fala do treinador Guilherme Bellangero e também na rotina diária da base. O ponto central é claro: integração com o profissional. Também acrescenta que a evolução de Martinelli no clube e sua ida direta ao Arsenal influencia positivamente o elenco.







No episódio #128 do TSP Exclusiva, Guilherme explicou que o Ituano não trata a transição como algo distante. Pelo contrário. O clube aproxima os mundos desde cedo. Assim, o atleta não “sobe do nada”. Ele vai aos poucos. Ele aprende. E ele volta mais pronto.






“Por isso que a gente fala que é tão importante a integração. (…) O atleta vai, treina com o profissional, volta com a gente, vai para um banco profissional, volta conosco… faz igual o Rocha, faz três jogos na Série C, volta… com certeza esse atleta vai adquirindo uma casca, uma maturidade.”






O que muda quando o atleta treina em cima





Guilherme disse que o amadurecimento ocorre em etapas. No começo, o garoto não vira outro jogador em uma semana. Mesmo assim, ele sente o ambiente e volta diferente. Além disso, ele ganha leitura. Ele entende ritmo. Ele entende cobrança.






“Eu acredito que é um processo de maturação gradativo, mas cada vez que ele vai e volta, ele vai voltando diferente.”






Esse “vai e volta” também ajuda a reduzir o choque quando chega a hora definitiva. O atleta já viu o profissional por dentro. Ele já conviveu. Ele já entendeu o padrão do treino. Portanto, ele não chega cru.





Base x profissional: o jogo muda





Guilherme também fez uma comparação importante. Para ele, o jogo do profissional tem outra dinâmica. Ele vê mais organização. Ele vê mais posicionamento. Já o jogo da base tende a ser mais corrido e mais aberto.





Por isso, quando o atleta vive os dois ambientes, ele amplia repertório. Ele aprende a atacar e defender com outra inteligência. E ele ganha tempo de decisão.






“Eu acredito que o jogo da base é um jogo mais corrido. O jogo do profissional é um jogo um pouco mais posicional, um pouco mais organizado. Então é muito importante ele fazer isso.”






A filosofia do clube facilita esse processo





Guilherme ligou essa cultura a um nome. Ele citou o Juninho, que, segundo ele, implementou a ideia de integração como filosofia de clube. Com isso, o profissional acompanha a base. E a base entende o profissional.





Esse modelo cria algo raro no Brasil: o treinador de cima conhece os jogadores de baixo. Além disso, ele observa jogos. Ele pede atletas. Ele conversa com comissão.






“O Ituano é um clube que tem como DNA essa questão da integração. (…) É muito comum meninos de 16 anos já estarem fazendo parte da preparação do profissional. O treinador profissional já conhecer.”






O exemplo prático: atletas que o profissional já monitora





Guilherme citou nomes e deixou claro um ponto. O Ituano já colocou alguns jovens no radar do profissional. Isso acontece por treino, por banco e por jogo oficial.





Ele mencionou o zagueiro Matheus Rocha, que já disputou três jogos na Série C. Ele citou também o volante Cauã, que já participou muitas vezes do elenco principal. Por fim, ele destacou Guilherme Miranda, atacante com idade de sub-17 e artilheiro do ano.






“O nosso zagueiro, o Matheus Rocha, ele jogou 3 jogos na Série C.”
“O Cauã, que é o nosso volante, que também participou muitas vezes do profissional.”
“O Guilherme Miranda tem idade de sub-17. Ele foi o artilheiro da equipe no ano (…) já fez com a equipe principal, inclusive fazendo gols.”






Isso reforça a ideia de trilha. O Ituano não espera “explodir” um atleta do nada. Ele coloca o garoto no caminho. E ele mede a resposta em ambientes diferentes.





Por que a base precisa disso hoje





Guilherme também falou sobre pressão e imediatismo. Ele disse que o futebol cobra resultado. No profissional, isso vira regra. Na base, ele defende equilíbrio. Ele quer formar e competir ao mesmo tempo.





Nesse cenário, integrar ajuda. O atleta aprende a lidar com cobrança sem pular etapas. Ele entende que vencer importa. Porém, ele não joga “a qualquer custo”. Ele cresce como jogador e como pessoa.






“Na base acredito que a gente pode aliar resultado e desempenho, formação e resultado. (…) É importante que ele entenda a necessidade de vencer, porque quando ele subir pro profissional, é isso que vai ser cobrado.”






Martinelli foi o artilheiro da Copinha 2019 – Foto: Miguel Schincariol / Ituano FC




Martinelli como prova de que existe processo





O treinador também usou o Martinelli como exemplo. Ele disse que muita gente acha que o jogador “subiu e estourou”. No entanto, ele lembrou que o caminho foi gradual. O atleta treinou, voltou, jogou base, voltou, entrou aos poucos.





Esse tipo de trajetória ilustra o que o Ituano tenta repetir: lançar com timing, não por impulso.






“Teve todo um processo com ele de vai profissional, vem pra base, vai profissional, vem pra base até realmente ser lançado.”