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Grupo 32: como o Nacional se adapta a Inter, Santista e CSE

É uma chave que muita gente já chamou de uma das mais duras do torneio. O próprio Edson Kruss reconhece o peso do caminho. Ainda assim, ele trata isso como um cenário de ajuste e adaptação. Debatemos esse tema no episódio 131 do Exclusiva TSP, no nosso canal no Youtube.

Por: André Victor Lima e Silva
4 semanas atrás em 2 de janeiro de 2026
Instagram / @Edsonkruss

O Nacional caiu no Grupo 32 da Copinha 2026. É uma chave que muita gente já chamou de uma das mais duras do torneio. O próprio Edson Kruss reconhece o peso do caminho. Ainda assim, ele trata isso como um cenário de ajuste e adaptação. Debatemos esse tema no episódio 131 do Exclusiva TSP, no nosso canal no Youtube.







Os adversários são Internacional, Portuguesa Santista e CSE-AL. Cada um traz um tipo de problema. E, segundo Edson, nem tudo dá para mapear com antecedência.






“Quando você vê um nome como Internacional, uma Portuguesa Santista (…) dá com certeza um peso maior. (…) O Internacional dispensa comentários. É uma equipe com uma base muito forte, com um nome, uma camisa muito pesada.”










Contra o Internacional: o “favorito” e o jogo mental da responsabilidade





Na visão do treinador do Nacional, o Inter chega com peso de camisa e estrutura. Isso muda o ambiente do jogo. Muda a cobrança. E também muda a narrativa: o Inter entra como favorito.





Edson sugere que dá para usar isso como combustível. O Nacional tenta tirar vantagem nos detalhes. E, principalmente, tenta transformar o jogo em duelo.






“A estrutura do Inter… eles vêm, na verdade, como favoritos, por conta da estrutura, com a responsabilidade de ganhar os jogos, vão ser cobrados por isso também. (…) A gente também vai usar das nossas estratégias.”






Contra a Portuguesa Santista: divisão acima e competição mais “tensa”





Edson destaca a diferença de divisão como um sinal de dificuldade. A Santista joga uma divisão acima no Sub-20, e isso costuma significar mais rodagem em jogos fortes.





Então, a adaptação do Nacional aqui tende a passar por atenção a ritmo e controle emocional. Copinha pune erros bobos. E a Santista, pelo contexto, tende a aproveitar espaços.






“A Portuguesa Santista está disputando a primeira divisão do Sub-20, uma divisão acima da gente. Então fizeram uma campanha até interessante.”






Contra o CSE: título, mudança de treinador e o fator “imprevisível”





O CSE aparece como um adversário traiçoeiro. Edson cita o título estadual e mostra que o Nacional já buscou informações. Porém, ele aponta um complicador: mudança de treinador. Isso pode alterar o modelo de jogo de última hora.





Esse tipo de cenário exige adaptação durante a partida. E exige leitura rápida do banco.






“A gente deu uma estudada. Eles foram campeão alagoano em cima do CSA. (…) O CSE trocou o treinador. (…) As características individuais dos jogadores estão preservadas, mas o modelo de jogo, a maneira como vai jogar, a gente só vai descobrir de fato no dia da Copinha.”






A preparação existe, mas a Copinha cobra leitura “ao vivo”





Edson falou bastante sobre o quanto hoje é mais fácil achar material. YouTube e plataformas ajudam. Por outro lado, ele faz uma crítica justa: muitas imagens não servem para análise tática completa, porque a câmera fecha na bola e esconde linhas e distâncias.





Além disso, ele lembra que o mercado muda rápido. Chegam atletas novos. Mudam peças. E o que você estudou em novembro pode não valer em janeiro.






“Hoje você, um clique, consegue colher algumas informações. (…) O Inter você encontra muito mais coisa. (…) A filmagem que seria mais eficaz para a gente é aquela filmagem mais técnica, mais longe, para ver como se comportam as linhas. A gente não tem essa informação. (…) Mas, sem sombra de dúvida, é muito melhor do que anos atrás.”






O plano do Nacional: usar o que tem de “vantagem” e sobreviver no detalhe





Mesmo reconhecendo desvantagem estrutural, Edson aponta um caminho: usar estratégia, competir forte e explorar o que pode ser diferencial. Um desses pontos é jogar em casa e tentar transformar o campo em fator real, não neutro.






“Jogar em casa é um fator que acaba sendo favorável para a gente. Você pega time grande (…) a gente acaba levando vantagem no fator casa. (…) Uma das estratégias, de fato, é o campo.”