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Nacional: intensidade, agressividade e elenco na Copinha 2026

No episódio 131 do TSP Exclusiva, conversamos com Edson Kruss, técnico do Nacional Sub-20, que comandará o clube na Copinha 2026

Por: André Victor Lima e Silva
1 semana atrás em 3 de janeiro de 2026
Foto: 123clicou

No episódio 131 do TSP Exclusiva, conversamos com Edson Kruss, técnico do Nacional Sub-20, que comandará o clube na Copinha 2026. Entre a leitura do grupo e os bastidores de preparação, um ponto ficou claro: Edson quer um Nacional de intensidade alta, com competitividade constante e uma identidade que parte do coletivo.







Ele até evita apontar “um craque” do elenco. Em vez disso, ele valoriza o grupo como diferencial. Para Edson, a grande marca do time é a forma como os jogadores competem, disputam e se doam em cada duelo.






“Eu costumo falar para os próprios meninos: o melhor jogador do nosso time é o grupo, é o elenco. É como eles pelejam por cada metro quadrado ali do campo, mais precisamente por cada centímetro quadrado. É um time muito agressivo, é um time muito obrigador. Essa tem sido a característica do nosso time durante todo o ano. (…) O nosso jogador mais forte é o grupo.”






Como joga o Nacional: agressivo, competitivo e “obrigador”





Na prática, Edson descreve um time que joga no limite da intensidade. O Nacional quer brigar por bola. Quer vencer duelo. Quer sustentar competitividade do primeiro ao último minuto.





Ele também chama atenção para um detalhe importante: intensidade não pode virar descontrole. Por isso, no treino, ele “equaciona” a carga para evitar lesões.






“É um time muito agressivo. Nos treinos eu tenho que controlar isso. Então eu tenho que equacionar isso nos treinos para que eles não se machuquem. É um time muito, muito competitivo.”






Essa fala revela uma equipe que tenta transformar energia em padrão. Ou seja: não é só “raça”. É agressividade com método.





“Os que entram dão a vida”: profundidade e resposta do banco





Outro traço que Edson enfatiza é o comportamento de quem sai do banco. Ele gosta de ver o time mantendo intensidade mesmo quando muda peças. Isso pesa em Copinha, porque o calendário é curto e o desgaste chega rápido.






“Quando a galera substitui o companheiro que deixa o campo ali, ou por uma contusão, os jogadores que entram, eles entram dando a vida. Então estou muito satisfeito com o grupo. (…) O torcedor pode esperar muita briga, muita entrega, muita agressividade, muita competitividade, por cada duelo embaixo ou em cima.”






Destaques do elenco: Edson não individualiza





Aqui tem um ponto importante: na entrevista, Edson não citou nomes de destaques. Ele faz isso por convicção. Ele prefere proteger o coletivo e reforçar a ideia de elenco forte.





Então, se você está procurando “3 nomes para ficar de olho”, a resposta dele é outra: o destaque é o grupo. E isso, por si só, já diz muito sobre o Nacional que ele quer ver em campo.





A mentalidade para a Copinha: meta clara e passos curtos





Edson também reforça um caminho bem objetivo. Primeiro, passar da fase de grupos. Depois, ajustar metas. Esse tipo de discurso costuma combinar com equipes intensas, porque reduz ansiedade e coloca foco no jogo da vez.






“A princípio, a primeira meta é passar da primeira fase. E aí, passando da primeira fase, vamos estabelecendo as metas e os objetivos.”