O grupo, para ele, tem “três escolas” dentro da mesma chave: um projeto de investimento e imposição (Bragantino), uma tradição catarinense (Figueirense) e o campeão maranhense (São Luís)
No episódio 135 do Exclusiva TSP, o técnico Leonardo Mantovani, comandante do Cosmopolitano, foi transparente sobre a reação ao sorteio. Não teve pose. Teve realidade — e, logo depois, transformação dessa realidade em combustível. No grupo 17, ao lado de Bragantino, Figueirense e São Luís-MA, o estreante busca seu espaço.
O grupo, para ele, tem “três escolas” dentro da mesma chave: um projeto de investimento e imposição (Bragantino), uma tradição catarinense (Figueirense) e o campeão maranhense (São Luís). E o jogo contra o Massa Bruta é, na prática, a prova mais direta dessa leitura.
O Cosmopolitano começou a sua primeira Copinha com um empate sem gols diante do São Luís-MA, em Cosmópolis. Do outro lado, o Red Bull Bragantino não só venceu: atropelou o Figueirense por 6 a 1, também na cidade, e largou como o time a ser batido na chave.
Agora, o “time verde” volta a campo para o duelo mais pesado da primeira fase: Cosmopolitano x Bragantino, quarta-feira, 07 de janeiro, às 13h, no Estádio Thelmo de Almeida.
E a partida não é só “segunda rodada”: é o jogo que pode acelerar — ou travar — a história do estreante na competição.
E aqui entra o ponto que mais conecta a entrevista ao confronto: Mantovani faz questão de dizer qual é a cara do time dele — especialmente sem bola.
“Quando eu chego em um clube novo, eu tento arrumar o time sem bola primeiro…
…um time extremamente aguerrido e disciplinado, sem bola… um time que não vai desistir.”
Isso é quase um “manual” de sobrevivência para encarar um adversário que pressiona alto. Porque, contra o Bragantino, o Cosmopolitano provavelmente vai ter momentos de defender baixo, sofrer com sequência de ataques, viver transição e depender de um comportamento que o treinador repete como prioridade: organização e competitividade.
Para além do placar, Mantovani colocou a Copinha como um marco de identidade institucional. Ele fala de um clube que quer aparecer e se firmar — não só “jogar a competição”.
“Não é aquela expectativa do resultado só esportivo… é a expectativa de disseminar e enraizar o nome do Cosmopolitano no cenário nacional… a visibilidade é gigante.”
E ele liga isso ao desempenho de campo:
“O clube vai ficar mais conhecido… se a gente conseguir um resultado esportivo legal.”