Timão volta a oferecer contrato de três anos e disputa com Atlético-MG agora depende do Shakhtar Donetsk
Foto: Alexandre Schneider/GettyImages O Corinthians voltou a oferecer um contrato de três anos para contratar Maycon em definitivo junto ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, igualando a proposta apresentada pelo Atlético-MG. Com isso, a definição sobre o futuro do meio-campista ficará a cargo do clube ucraniano.
A negociação entrou em impasse justamente pela duração do vínculo. Em 2025, o então executivo de futebol Fabinho Soldado havia encaminhado um acordo com contrato de três temporadas. Já em 2026, sob a gestão de Marcelo Paz, o Corinthians tentou reduzir o período para dois anos, o que não agradou ao Shakhtar.
O clube ucraniano aceita liberar Maycon sem custos de transferência, desde que mantenha 50% dos direitos econômicos do jogador. No entanto, faz questão de que o novo contrato tenha duração mínima de três anos, o que ampliaria as chances de lucro em uma eventual venda futura.
Nesse cenário, o Atlético-MG entrou na disputa oferecendo exatamente os termos desejados pelo Shakhtar: vínculo de três temporadas. Diante disso, o Corinthians decidiu retomar a proposta original e também formalizou a oferta com contrato de três anos.
Com as condições igualadas, as duas propostas estão agora nas mãos do Shakhtar, com quem Maycon tem vínculo até 31 de dezembro de 2027.
O Timão ainda possui uma dívida aproximada de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6,5 milhões) com o clube ucraniano referente aos últimos empréstimos do jogador, iniciados em 2022. Embora a pendência seja tratada separadamente, ela pode pesar na decisão final dos dirigentes do Shakhtar.
Peça importante do elenco e homem de confiança do técnico Dorival Júnior, Maycon é tratado como prioridade pela diretoria corintiana. Revelado pelo clube, o volante soma 248 partidas e 18 gols com a camisa alvinegra, além de títulos expressivos, como três Campeonatos Paulistas, um Brasileirão e a Copa do Brasil de 2025.
Atualmente, o Corinthians está impedido de registrar novos jogadores por conta de dois transfer bans — um imposto pela Fifa e outro pela CBF. A diretoria trabalha para regularizar a situação nos próximos dias, quitando pendências financeiras que incluem a dívida com o Santos Laguna e parcelas em aberto na CNRD.