Liminar autoriza votação presencial e online e fixa em 171 os votos necessários para afastar o presidente do São Paulo
Foto: Ettore Chiereguini/AGIF A Justiça determinou que a reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo que vai analisar o pedido de impeachment de Julio Casares seja realizada de forma híbrida. Com isso, os conselheiros poderão participar presencialmente no Morumbis ou de maneira virtual na votação marcada para esta sexta-feira, 15 de janeiro, às 18h30 (horário de Brasília).
A liminar foi concedida pela 3ª Vara Cível do Butantã e também definiu que serão necessários 171 votos para que o presidente seja destituído do cargo. O São Paulo, no entanto, entrou horas depois com um pedido de reconsideração da decisão.
Ao todo, 254 conselheiros estão aptos a votar. Inicialmente, a reunião havia sido convocada para acontecer exclusivamente de forma presencial por decisão do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres. A intervenção judicial altera esse cenário e, na avaliação de parte dos conselheiros, tende a ampliar a participação, já que muitos estariam fora da cidade por conta do período de férias.
A ação foi protocolada por um grupo de conselheiros, representados pela advogada Amanda Nunes. Entre os autores estão Caio Forjaz, Daniel Dinis Fonseca, Fabio Machado, José Medicis, José Carlos Ferreira Alves, Kalef João Francisco Neto, Marcelo Portugal Gouvêa, Miguel de Sousa e Waldo José Valim Braga.
Na decisão, a juíza afirmou que não há conflito entre os artigos 58 e 112 do Estatuto Social do São Paulo. Segundo a interpretação adotada, é necessário quórum mínimo de 75% dos conselheiros — 191 presentes — para a realização da reunião, enquanto o afastamento do presidente exige o voto favorável de dois terços dos participantes, o que resulta em 171 votos.
Com isso, salvo nova mudança judicial, a reunião de sexta-feira ocorrerá em formato híbrido e terá esse novo parâmetro para definir o futuro de Julio Casares no comando do clube.