Jogadores e comissão técnica enfrentam até oito meses sem receber, enquanto equipe segue competindo em meio à crise extracampo
Foto: Divulgação/PontePress Após o confronto decisivo contra o Cruzeiro pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, os bastidores da Ponte Preta revelam uma situação alarmante envolvendo a equipe sub-20. Jogadores e membros da comissão técnica acumulam atrasos salariais que podem chegar a oito meses, segundo informações apuradas pelo portal.
O cenário dramático fora de campo contrasta com a postura da equipe dentro das quatro linhas. Mesmo formada majoritariamente por atletas do sub-17, mais jovens que a média da categoria, a Ponte protagonizou uma classificação heroica na fase anterior da Copinha, ao eliminar a Francana nos pênaltis após buscar o empate no tempo normal.
A insatisfação, no entanto, vai além da questão financeira. Relatos indicam um sentimento de abandono institucional por parte dos atletas. Mais do que a falta de pagamento, o que pesa é a ausência de explicações, diálogo e posicionamento oficial do clube diante da crise.
A situação se torna ainda mais grave quando envolve os funcionários de apoio da categoria. Alguns profissionais, segundo apuração, estariam recorrendo a trabalhos informais fora do clube para garantir a própria alimentação, um retrato preocupante para uma instituição centenária.