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CNRD mantém transfer ban e amplia punição da Ponte

Clube tem pedido negado, segue sem poder registrar atletas e vive cenário crítico no Paulistão

Por: Lucas Soares
4 horas atrás em 16 de janeiro de 2026
Foto: Diego Almeida/ PontePress

A Ponte Preta seguirá impedida de registrar novos jogadores após a CNRD (Comissão Nacional de Resolução de Disputas) negar, nesta quinta-feira, 15, o pedido do clube para substituir o transfer ban pelo bloqueio de receitas futuras. Com a decisão, o período de punição foi ampliado por mais um ano, aprofundando a crise esportiva e administrativa vivida pela Macaca.

A solicitação da diretoria alvinegra esbarrou na posição da CBF, que informou não haver cotas disponíveis referentes à Série C, à Série B de 2026 ou à Copa do Brasil que pudessem ser usadas como garantia. Diante desse cenário, a relatora do caso optou por manter a proibição de registro de atletas, entendimento que prevaleceu no julgamento.

O transfer ban está em vigor desde 18 de julho de 2025, motivado pelo descumprimento do acordo firmado com a própria CNRD para o pagamento de aproximadamente R$ 18 milhões em dívidas com jogadores, treinadores, intermediários e clubes, parceladas em um plano de até dez anos. Como a última parcela quitada foi em maio de 2025, a sanção, que terminaria em 18 de janeiro, foi prorrogada por mais um ano a partir do dia 19.

Apesar da decisão, a diretoria ainda demonstra cauteloso otimismo. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o vice-presidente e diretor de futebol, Marco Antonio Eberlin, afirmou que a situação pode ser revertida com o pagamento imediato de parte da dívida. Segundo ele, o valor necessário para encerrar o impasse gira em torno de R$ 1,6 milhão.

Além do bloqueio imposto pela CNRD, a Ponte também enfrenta um transfer ban da Fifa, em vigor desde setembro de 2025, por uma dívida relacionada ao mecanismo de solidariedade, no valor aproximado de 110 mil dólares. O acúmulo de sanções limita ainda mais a margem de manobra do clube no mercado.

No campo esportivo, os reflexos são evidentes. O técnico Marcelo Fernandes não pode contar com uma série de reforços já acertados, como o goleiros, defensores, volantes e atacantes, além de atletas que chegaram a treinar com o grupo, mas deixaram o clube diante das incertezas. Com apenas dez jogadores inscritos na lista principal, a Ponte recorreu à base para completar o elenco nas primeiras rodadas do Paulistão.

O cenário se reflete nos resultados: duas derrotas em dois jogos, nenhum gol marcado e a última colocação na tabela.