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Polícia Civil acompanha impeachment e espera cooperação do São Paulo

Polícia Civil segue apuração sobre possíveis desvios no São Paulo e espera mais cooperação do clube após o impeachment de Julio Casares

Por: Neila Gonçalves
7 horas atrás em 18 de janeiro de 2026
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo

A Polícia Civil acompanha de perto os desdobramentos políticos no São Paulo após a votação que determinou o impeachment preventivo de Julio Casares, na última sexta-feira. A expectativa dos investigadores é de uma aproximação maior com o clube para o avanço do inquérito.

A investigação é conduzida pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), corre em segredo de Justiça e conta com acompanhamento do Ministério Público. O foco é apurar possíveis desvios de dinheiro das contas do São Paulo nos últimos anos, com o clube sendo tratado como vítima de um eventual esquema que envolveria ex-dirigentes.

Duas frentes principais estão no centro das apurações: cerca de R$ 11 milhões sacados das contas do clube e aproximadamente R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo depositado na conta pessoal de Julio Casares. Segundo a Polícia, não há relação direta entre os valores. Por se tratar de um inquérito sigiloso, detalhes adicionais não são divulgados.

Com o afastamento de Casares, os investigadores acreditam que haverá maior cooperação institucional. Nas últimas semanas, o delegado Tiago Fernando Correia solicitou esclarecimentos formais à defesa do São Paulo sobre os saques realizados. O clube, por meio de seus advogados, contratou um perito para justificar os pagamentos feitos em dinheiro e tem prazo até o fim do mês para apresentar a documentação.

Em resposta enviada ao Conselho Deliberativo, Julio Casares afirmou que os valores sacados foram utilizados para despesas de jogos e pagamento de bicho aos jogadores. Ainda assim, a investigação segue tratando o São Paulo como parte prejudicada no caso.

Com a mudança no comando, Harry Massis assume a presidência de forma provisória por 30 dias, até a votação definitiva do impeachment pelos sócios. Não há qualquer menção ao novo dirigente nas investigações, e a Polícia Civil espera contar com a colaboração da atual gestão para aprofundar as apurações.

Julio Casares, por sua vez, ainda deverá prestar esclarecimentos sobre os depósitos que totalizam R$ 1,5 milhão em suas contas pessoais ao longo dos últimos anos.