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São Paulo negocia rescisão com Oscar após decisão de aposentadoria

Meia não recebe salários desde dezembro e discute com o clube valores referentes a luvas e comissões do contrato

Por: Neila Gonçalves
7 horas atrás em 24 de janeiro de 2026
Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O São Paulo mantém negociações em andamento com o meia Oscar para definir a rescisão antecipada do contrato, que originalmente teria validade até o fim de 2027. O jogador decidiu encerrar a carreira após ser diagnosticado com uma síncope vasovagal, problema de saúde que o afastou das atividades desde o fim do ano passado.

Desde dezembro, Oscar já não recebe salários do Tricolor enquanto as partes buscam um acordo definitivo para o encerramento do vínculo. O ponto central das conversas envolve valores previstos em contrato relacionados a luvas e comissões pela assinatura, firmada no início de 2025.

Esses pagamentos, tratados internamente como prêmios, seriam quitados de forma parcelada ao longo do período em que o atleta permanecesse no clube. Com a rescisão dois anos antes do término previsto, São Paulo e Oscar discutem como será feita a compensação financeira desses valores.

Segundo apuração, o meia ainda teria direito a receber cerca de R$ 1,5 milhão, além de outras comissões incluídas no acordo inicial. As negociações avançaram nos últimos dias, com reuniões já realizadas e um novo encontro agendado para a próxima semana. Apesar do clima considerado positivo, ainda não há definição sobre o montante final ou a forma de pagamento.

Oscar chegou ao São Paulo sem vínculo com outro clube, o que torna comum a diluição das luvas ao longo dos anos de contrato. No entanto, o problema de saúde mudou o cenário, já que o jogador não terá condições de cumprir o período restante do acordo.

Em novembro, durante exames para a pré-temporada no CT da Barra Funda, o meia sofreu um mal súbito e precisou ser levado de ambulância ao Hospital Israelita Albert Einstein, onde permaneceu internado na UTI. Após avaliação médica, foi diagnosticada a síncope vasovagal — uma perda temporária de consciência provocada pela queda da pressão arterial e da frequência cardíaca.

De acordo com especialistas, o quadro não apresenta risco de morte, mas exige acompanhamento médico constante, fator determinante para a decisão do atleta de se aposentar e encerrar sua passagem pelo futebol profissional.