Após empate com o Noroeste, técnico da Ponte admite frustração e projeta o clássico contra o Guarani como decisivo
Foto: Reprodução/Pont TV O empate por 2 a 2 diante do Noroeste, no Moisés Lucarelli, aumentou o sentimento de frustração na Ponte Preta, mas não abalou o discurso do técnico Marcelo Fernandes. Em um confronto direto na parte inferior da tabela do Campeonato Paulista, o treinador reconheceu o peso do resultado, ao mesmo tempo em que enxergou avanços no desempenho da equipe em meio à briga contra o rebaixamento.
Na entrevista coletiva após a partida, Marcelo destacou que o time apresentou evolução, principalmente após a chegada de reforços, e garantiu que o grupo segue mobilizado para reagir nas rodadas finais.
“É frustrante porque a gente trabalha muito e o resultado ainda não apareceu. Jogamos contra um time que está na mesma luta. Houve melhora, claro, mas ainda estamos longe do que queremos. Mesmo assim, não vamos desistir nunca.”
Apesar da capacidade de reação demonstrada durante o jogo, o treinador voltou a apontar falhas defensivas como determinantes para o tropeço, algo que tem se repetido ao longo da campanha. Ainda assim, reforçou que o ambiente interno segue forte e de comprometimento total com o objetivo de permanência.
Durante a análise do confronto, Marcelo explicou mudanças feitas no ataque e revelou que a saída de Bruno Lopes acabou interferindo nos planos iniciais. Segundo ele, o atacante exercia papel importante como referência física no setor ofensivo da equipe.
Outro tema abordado foi a arbitragem. Sem transferir a responsabilidade pelo resultado, o comandante alvinegro lamentou a não intervenção do VAR em um lance envolvendo Cristiano, já na segunda etapa.
“Não é desculpa, mas é algo que precisa ser discutido. No lance em que o Cristiano dribla o goleiro, há deslocamento, e o VAR nem foi acionado.”
Mesmo diante da pressão crescente e do cenário delicado na classificação, Marcelo Fernandes foi enfático ao afastar qualquer possibilidade de deixar o comando da Ponte Preta. Para o treinador, o momento exige resistência e foco total nas decisões que virão pela frente.
“Não vou abandonar para sair por cima. Já tive oportunidade de sair, mas estou com a consciência tranquila porque estou lutando por esse clube. A Ponte é muito grande, está passando por dificuldades e todos estamos frustrados. Mas não vou jogar a toalha. Vou até o fim e seguir trabalhando. Temos três jogos e três balas no revólver. A primeira final é o Guarani. Precisamos acertar a primeira” – concluiu.
O clássico contra o Guarani, portanto, surge como ponto de virada para a Macaca, tratada internamente como a primeira de três decisões que definirão o futuro da equipe no Paulistão.
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