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Corinthians quer “chocar o mundo”, diz Piccinato

Técnico das Brabas destaca peso histórico da semifinal da Copa das Campeãs da FIFA

Por: Beatriz Quintino
1 mês atrás em 27 de janeiro de 2026
Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

O técnico Lucas Piccinato, do Corinthians, falou sobre a expectativa para um dos jogos mais importantes da história recente das Brabas. Nesta quarta-feira (28), o Timão enfrenta o Gotham FC, dos Estados Unidos, pela semifinal da inédita Copa dos Campeões Feminina da FIFA, em Londres. A partida começa às 9h30 (horário de Brasília).

O confronto coloca frente a frente as atuais campeãs da Conmebol e da Concacaf e representa uma oportunidade histórica para o Corinthians mostrar a força do seu projeto além das conquistas acumuladas no Brasil e na América do Sul.

Em entrevista ao site oficial da FIFA, Piccinato destacou o peso do torneio.

“Todos os jogos dentro desse clube sempre carregaram uma força muito grande. Mas disputar a primeira competição intercontinental realizada pela Fifa tem um peso ainda maior.”

Maior campeão da Libertadores Feminina, com seis títulos, e heptacampeão brasileiro, o Corinthians agora busca afirmação em nível intercontinental.

“A gente quer mostrar nossa qualidade, o futebol brasileiro que a gente tem e sair daqui com um grande título. Acho que isso pode ser a maior conquista da história do Corinthians”, afirmou Piccinato.

O treinador também falou sobre o desafio de enfrentar clubes de mercados com maior investimento financeiro.

“A gente quer sair daqui com um grande resultado, chocar o mundo. Talvez muita gente tenha na cabeça que as equipes favoritas são a norte-americana [Gotham FC] e a europeia [Arsenal], por terem uma condição financeira mais elevada.”

Quem avançar do duelo entre Corinthians e Gotham decide o título no dia 1º de fevereiro, contra o vencedor de Arsenal (Inglaterra) e ASFAR (Marrocos). Dessa forma, a final definirá o primeiro clube campeão intercontinental do futebol feminino. Para Piccinato, a preparação mental será determinante em um cenário diferente do habitual.







“A gente tem de estar mentalmente pronto para todos os duelos. Para fazer um jogo de 100 minutos, com uma intensidade diferente das que a gente joga no Brasil. Temos de estar prontos para todas as possibilidades que o jogo pode trazer, seja sair à frente, seja sair atrás do placar. Criar uma boa estratégia e estar mentalmente forte têm o mesmo peso”, projetou o comandante das Brabas.

Assim, o treinador encerrou ressaltando o tamanho da experiência vivida pelo grupo na Inglaterra.

“É um desafio que tira a gente da zona de conforto, mas ao mesmo tempo é delicioso viver tudo isso. Enfrentar grandes equipes de continentes diferentes nos faz querer tirar o nosso melhor. Vai ser, com certeza, uma experiência mágica para aprender, viver e trabalhar da melhor forma para sair daqui com um grande título.”