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Corinthians contesta registro da marca SAFiel e disputa vai ao Inpi

Clube alega vínculo histórico com o termo “Fiel” e questiona projeto que propõe transformar o futebol em SAF com participação de torcedores

Por: Neila Gonçalves
6 horas atrás em 5 de fevereiro de 2026
Foto: Victor Gomes / Meu Timão

O Corinthians apresentou oposição formal ao pedido de registro da marca “SAFiel”, protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) por empresários ligados ao projeto que pretende transformar o futebol do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A solicitação havia sido feita em agosto de 2025 pela empresa Invasão Fiel S.A.

Na manifestação enviada ao órgão federal, o clube argumenta que a expressão “Fiel” é historicamente associada à sua identidade e torcida, sustentando que o uso do termo em novas marcas poderia gerar confusão entre torcedores e consumidores. Segundo a petição, a semelhança fonética e visual entre “Fiel” e “SAFiel” reproduziria elementos considerados centrais nas marcas já vinculadas ao Corinthians.

Até o momento, o Inpi não apresentou decisão sobre o caso. O instituto é responsável pela análise e concessão de registros de propriedade industrial no Brasil, incluindo marcas e patentes.

Procurado, o clube não emitiu posicionamento oficial além da manifestação protocolada. Já os responsáveis pela SAFiel divulgaram nota criticando a oposição e afirmando que os argumentos não possuem sustentação técnica. O grupo diz que continuará buscando o registro e defende que a iniciativa representa um projeto coletivo voltado à torcida corintiana.

A proposta prevê a criação de uma empresa responsável por gerir o futebol profissional masculino, feminino e as categorias de base, separando essas áreas do clube associativo. A holding Invasão Fiel S.A. teria ações disponíveis para torcedores e investidores, com limites de poder de voto para evitar concentração de controle.

A estimativa dos idealizadores é captar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões para reestruturar dívidas — atualmente próximas de R$ 2,8 bilhões — além de investir em infraestrutura, elenco e governança. O modelo também prevê conselhos administrativos e comitês independentes, além de participação de representantes da torcida e do clube social.