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Saravia é apresentado na Ponte e comenta adaptação ao Brasil

Volante uruguaio fala sobre trajetória, estilo de jogo e aposta na competitividade da Série B para evoluir na carreira

Por: Lucas Soares
3 horas atrás em 25 de fevereiro de 2026
Reprodução

O volante uruguaio Rodrigo Saravia foi oficialmente apresentado como novo reforço da Ponte Preta e destacou a chegada ao futebol brasileiro como um passo importante na carreira. Em entrevista coletiva no estádio Moisés Lucarelli, o meio-campista falou sobre trajetória, características dentro de campo e expectativas para a temporada.

“Minha carreira começa no juvenil do Peñarol. Depois fui emprestado ao Racing, fiquei seis meses na segunda divisão, voltei ao Peñarol por dois anos, depois fui para o Gimnasia, da Argentina, segui para a Rússia e, na sequência, para o Belgrano. Agora estou aqui na Ponte Preta”, resumiu.

O jogador vê a experiência no Brasil como uma grande oportunidade. “É um passo muito grande na minha carreira entrar na liga brasileira. É uma liga muito competitiva. A Série A, B ou C, todas têm equipes que jogam muito bem. Há muito jogo, muita luta. Quero tirar minha melhor versão para ajudar o time”, afirmou.

Saravia também revelou que conversas com a diretoria foram decisivas para o acerto. “Me passaram muitos vídeos do clube, que é muito grande, que pede que o jogador deixe tudo até o último minuto. Também me convenceram pelo projeto de lutar na Série B”, destacou.

Dentro de campo, o uruguaio se define como um volante versátil e de forte aplicação tática. “Sou um jogador de meio-campo. Posso atuar com dois volantes ou como único primeiro volante. Taticamente sou muito aplicado. Meu forte é a marcação e o passe para frente. Gosto de encontrar os jogadores entre as linhas para que possam jogar. Também tento chegar ao gol e chutar de fora, mas minha principal característica é a marcação”, explicou.

Questionado sobre a adaptação ao Brasil, Saravia demonstrou confiança. Ainda se ambientando com o idioma, ele acredita que o estilo de jogo pode favorecer seu futebol. “No Uruguai é muito mais garra, mais batida, mais corpo a corpo. Aqui se joga mais, é mais técnico. A adaptação nos primeiros jogos é o que mais custa, porque venho de outro ritmo, mas acho que não terei problemas”, avaliou.

Ao comentar sobre jogadores uruguaios que se destacam no Brasil, o atleta finalizou citando o exemplo de Giorgian De Arrascaeta. “O jogador uruguaio tem essa garra e, se acrescenta o jogar bonito, faz a diferença. O Arrascaeta é exemplo disso: quando tem que jogar, joga; quando tem que marcar e ajudar, ele faz também.”