O defensor foi denunciado com base nos artigos 243G e 243F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD)
Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (4), às 17h, o julgamento do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, por falas machistas direcionadas à árbitra Daiane Muniz.
O defensor foi denunciado com base nos artigos 243G e 243F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de atos discriminatórios e ofensas à honra. As punições previstas incluem suspensão por partidas e multa.
O caso ocorreu após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Autor do gol do Massa Bruta na partida, Gustavo Marques criticou a Federação Paulista de Futebol pela escalação da árbitra para apitar o confronto. Em entrevista à TNT, declarou que não adiantava enfrentar clubes como São Paulo, Palmeiras e Corinthians “e colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”.
Na sequência, afirmou que a árbitra “acabou com o jogo” do Bragantino. Na sequência, disse que a Federação deveria “olhar para jogos desse tamanho e não colocar uma mulher”, apesar de alegar ter “todo respeito às mulheres”.
Diante da repercussão negativa, o Bragantino anunciou punição interna ao atleta. O clube aplicou multa de 50% do salário do zagueiro e informou que o valor será destinado à ONG Rendar, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade na região bragantina. Além disso, o defensor não foi relacionado para o confronto diante do Athletico-PR na última quarta-feira (25).
Ainda no estádio, na zona mista, Gustavo Marques pediu desculpas públicas. Segundo ele, procurou Daiane Muniz pessoalmente para se retratar e reconheceu o erro. “Quero vir aqui a público para pedir perdão para todas as mulheres pela minha fala. Eu estava com a cabeça quente, nervoso, falei coisa que eu não deveria”, afirmou. De acordo com o jogador, a árbitra aceitou o pedido de desculpas e o alertou sobre a gravidade da situação.