Verdão vence Tigre do Vale no segundo jogo e conquista estadual com gols de Murilo e Vitor Roque
Foto: Cesar Greco/Palmeiras Na noite deste domingo, 8, Novorizontino e Palmeiras se enfrentaram pela finalíssima do Paulistão A1 de 2026. O confronto ocorreu no Estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão, em Novo Horizonte, que sofreu com muitas chuvas e viu o Verdão vencer o Tigre novamente, sendo campeão estadual pela 27ª vez na história.
Os gols do Palmeiras foram marcados por Murilo, no primeiro tempo, e Vitor Roque, na etapa final. Ambos complementaram o gol marcado por Flaco López, feito no jogo de ida, que agregou à vitória deste domingo para garantir a conquista. A equipe comandada por Abel Ferreira volta a ser campeã estadual após dois anos, quando superou o Santos na final de 2024.
Escalações
Novorizontino: Jordi; Alvariño (Alemão), Dantas, Patrick e Mayk; Léo Naldi, Luís Oyama (Juninho), Matheus Bianqui (Nicolas Careca), Rômulo (Titi Ortiz) e Vinícius Paiva (Tavinho); Robson. Técnico: Enderson Moreira.
Palmeiras: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira (Lucas Evangelista), Maurício (Felipe Anderson) e Arias (Allan); Flaco López (Emi Martínez) e Vitor Roque (Ramón Sosa). Técnico: Abel Ferreira.
Primeiro tempo
O gramado do Jorjão sofreu com as fortes chuvas em Novo Horizonte, que dificultou a parte técnica dos jogadores, restando abusarem da força de vontade. Mesmo com a vantagem do primeiro jogo, o Palmeiras abriu o placar aos cinco minutos, após cobrança de falta feita por Andreas, que viu Marlon Freitas acertar a trave e, no rebote, Murilo balançar as redes para inaugurar o marcador.
Depois de sofrer o gol, o Novorizontino tentou tomar conta do jogo, mas as poças de água dificultaram a criação de jogadas. Do outro lado, o Palmeiras recuou um pouco, deixando o Tigre do Vale com a bola, mas sem sofrer perigo de gol. A principal maneira de chegar ao ataque era com cruzamentos, mas sem sucesso.
Aos 24 minutos, a equipe da casa chegou com Vinícius Paiva, que acertou o cruzamento e viu a defesa do Palmeiras se enrolar. Carlos Miguel tentou defender a ida da bola em direção ao gol, mas deixou a bola passar e acabou sobrando para Matheus Bianqui, que estava ligado no lance e empatou o jogo com um toque com a ponta do pé.
Os comandados de Enderson Pereira ainda tentaram buscar a virada, que levava o confronto para os pênaltis, mas não conseguiu ser efetivo e desceu para o intervalo sendo vice-campeão, enquanto o Palmeiras aproveitou a vantagem para mostrar tranquilidade.
Segundo tempo
O Palmeiras voltou mais ligado para a etapa final, mas via o Novorizontino portar a bola em mais tempo nos primeiros dez minutos. Além disso, o clube da Barra Funda reclamou de pênalti em Vitor Roque, mas a arbitragem foi persistente e afirmar que não teve falta dentro da área.
Aos 17 minutos, Carlos Miguel lançou a bola em direção ao ataque. O atacante Flaco López desviou a bola no alto e contou com falha de Jordi, goleiro do Novorizontino, que saiu mal do gol e acabou deixando a bola nos pés de Vitor Roque. O centroavante não desperdiçou e voltou a deixar o Palmeiras à frente no placar, garantindo o título estadual até aquela altura.
Mesmo com a diminuição da chuva, o gramado seguiu pesado por causa da água. Alguns lances acabaram gerando brigas entre os jogadores, que reclamaram de entradas mais violentas. Contudo, o árbitro não puniu nenhum atleta mesmo com as reclamações.
Os times passaram a fazer diversas alterações nos jogadores em campo, com o Novorizontino buscando pressionar o Palmeiras nos minutos finais. Com a derrota parcial, o clube mandante precisava de dois gols para levar o confronto à decisão por pênaltis.
Nos minutos finais, mesmo fora de casa, a torcida do Palmeiras fez uma festa nas arquibancadas do Jorjão, com fitas esticadas e balões levantados no estádio. Nos acréscimos, o Verdão ainda balançou as redes com Sosa, mas o paraguaio estava impedido. Nos sete minutos restantes, Novorizontino não marcou e o clube da capital se consagrou campeão.