Clube e estafe do meia ainda discutem valores da saída, Oscar mantém cobrança por luvas e direitos de imagem atrasados
Foto: Thiago Ribeiro/AGIF As negociações entre São Paulo e Oscar seguem sem definição. O clube e os representantes do meia, que encerrou a carreira no fim do ano passado, ainda discutem pontos importantes para a rescisão contratual.
Apesar de ter aberto mão de cerca de R$ 53 milhões que entende ter direito a receber até o fim de 2027, Oscar ainda cobra do Tricolor o pagamento de R$ 7 milhões. O valor envolve luvas previstas em contrato e direitos de imagem em atraso.
Na última sexta-feira, as partes voltaram a se reunir, mas não chegaram a um acordo. Mesmo assim, o São Paulo mantém otimismo nas conversas e trata com cautela a condução do caso. O clube não tem colocado pressa na negociação para sacramentar a saída do jogador, que não recebe salário desde o fim de 2025.
A expectativa é de que a situação avance nos próximos dias, quando os representantes de Oscar devem responder ao São Paulo sobre os pontos debatidos no último encontro.
Oscar decidiu se aposentar após sofrer um mal súbito no fim do ano passado, durante exames realizados no CT da Barra Funda para a pré-temporada. Na ocasião, o meia foi levado de ambulância ao Hospital Israelita Albert Einstein, passou pela UTI e teve diagnosticada uma síncope vasovagal, quadro caracterizado por perda transitória de consciência provocada pela queda da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.
Depois do episódio, o jogador seguiu protocolo de recuperação em repouso, chegou a comparecer algumas vezes ao CT, mas optou por encerrar a carreira. Agora, São Paulo e estafe tentam chegar a um entendimento para encerrar também o vínculo contratual de forma definitiva.