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Corinthians paga primeira parcela da dívida da Neo Química Arena

Clube desembolsa cerca de R$ 28 milhões e prevê pagar R$ 115 milhões em 2026

Por: Neila Gonçalves
5 horas atrás em 11 de março de 2026

O Corinthians realizou recentemente o pagamento da primeira parcela referente ao financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal. O valor quitado gira em torno de R$ 28 milhões e faz parte do cronograma de pagamentos estabelecido no acordo de refinanciamento firmado entre as partes no fim de 2022.

Ao longo de 2026, o clube terá de desembolsar aproximadamente R$ 115 milhões para cumprir o compromisso com o banco estatal. O montante será dividido em quatro parcelas trimestrais. Após o pagamento realizado neste mês, outras três estão previstas para os meses de junho, setembro e dezembro.

O acordo de refinanciamento foi firmado depois de um período superior a dois anos em que o Corinthians enfrentou dificuldades para honrar os pagamentos previstos no contrato original. A renegociação estabeleceu novas condições para que o clube pudesse regularizar a situação da dívida relacionada à construção do estádio.

Caso haja atraso em alguma das parcelas programadas, a Caixa poderá utilizar a chamada conta reserva, criada justamente para garantir o pagamento do financiamento. Quando essa conta não possui saldo suficiente, o banco tem autorização para bloquear receitas do clube, como premiações obtidas em competições.

Uma situação semelhante ocorreu no ano passado, quando parte da premiação do Corinthians pelo título da Copa do Brasil teve valores retidos para complementar o fundo de garantia do financiamento.

Atualmente, a dívida do clube com a Caixa relacionada à Neo Química Arena gira em torno de R$ 660 milhões. Diante desse cenário, a diretoria corintiana busca alternativas para reduzir ou acelerar a quitação do débito.

Uma das possibilidades analisadas envolve a renegociação ou revenda dos naming rights do estádio. Para isso, a Caixa contratou uma empresa especializada para avaliar o valor de mercado desse ativo e verificar se o contrato atual está compatível com o potencial de arrecadação.

Hoje, o acordo vigente com a Hypera Pharma, firmado em setembro de 2020, prevê o pagamento de R$ 300 milhões ao longo de 20 anos. O contrato estipula parcelas anuais de R$ 15 milhões, mas, com a correção pelo índice IGP-M, o valor atualizado já ultrapassa aproximadamente R$ 21 milhões por ano.