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Rodrigo Santana vê lições após queda da Ponte na Copa do Brasil

Técnico da Macaca analisa derrota para o Atlético-GO, critica arbitragem e projeta foco total na Série B

Por: Lucas Soares
4 horas atrás em 19 de março de 2026
Foto: Marcos Ribolli / PontePress

A eliminação da Ponte Preta na Copa do Brasil, após derrota por 1 a 0 para o Atlético-GO, na noite de quarta-feira, em Goiânia, repercutiu nos bastidores do clube campineiro. Após a partida, o técnico Rodrigo Santana avaliou o desempenho da equipe e destacou que o confronto serve como aprendizado para a disputa da Série B, competição que também contará com o adversário.

Segundo o treinador, o duelo foi equilibrado, mas decidido em um lance pontual. “Jogo muito igual, talvez com um volume maior para eles até a pausa do primeiro tempo. O segundo tempo a gente iniciou bem, teve chance, mas o jogo ficou franco, e o rapaz acabou acertando um chute que dificilmente acerta novamente. A gente tentou, teve algumas possibilidades, mas não conseguiu. O time se comportou bem taticamente, foi no limite físico e serve de lição para a Série B. Precisamos evoluir, claro, ter mais a posse. Vamos estudar bem para melhorar nos próximos jogos”, afirmou.

Expulso após o apito final por reclamação, Rodrigo Santana também fez duras críticas à arbitragem de Marcelo de Lima Henrique. O técnico apontou interferência no ritmo do jogo e questionou os critérios adotados durante a partida. “Desde o primeiro tempo, quando a gente tinha transições, a arbitragem ia minando o jogo. No segundo tempo começou a fatiar, inverter algumas situações, deixou a gente quase dois minutos com um jogador a menos. Depois que eles fizeram um gol, ficou travando o jogo o tempo todo, e daí deu apenas seis minutos de acréscimo. Com 38 minutos, não teve mais jogo”, reclamou.

O comandante ainda explicou o motivo da discussão que resultou em sua expulsão e criticou a postura do árbitro no pós-jogo. “Fui conversar para saber o critério dos acréscimos, sendo que ele deu cinco no primeiro tempo sem quase nenhuma parada, e depois seis no segundo, com dez substituições, além das paradas. Mas é difícil falar com a arbitragem depois do jogo, principalmente na derrota. Eles te ironizam, te tiram do sério. Fiquei chateado, nervoso, ele passou a ser muito irônico, e eu acabei xingando. Foi uma arbitragem infeliz. Eles têm o poder de escrever o que quiserem na súmula. Isso precisa mudar no futebol brasileiro”, completou.

Apesar da frustração com a eliminação, o treinador já projeta a sequência da temporada e reforça a necessidade de evolução da equipe. “O adversário deu um termômetro real para a Série B. Vamos virar a chave e só focar na Série B. A gente sabe que financeiramente seria bom para o clube passar de fase, mas dividir atenção entre duas competições para um elenco em formação é difícil. A valentia e a coragem me chamaram a atenção. Esperamos que seja daqui para melhor e ir evoluindo. Nas finalizações, por exemplo, já que estamos criando situações”, disse.

Com a queda na Copa do Brasil, a Ponte Preta deixa de arrecadar cerca de R$ 2 milhões em premiação e encerra sua participação no torneio com pouco mais de R$ 3,2 milhões acumulados. Agora, o foco total da equipe será a Série B do Campeonato Brasileiro, onde estreia no próximo domingo, fora de casa, contra o Athletic Club.