Mesmo vaiado após vitória, treinador afirma confiar no trabalho e cita impacto da pressão no elenco
Foto: Reprodução/SPFC PlayO técnico Roger Machado deixou o gramado do Morumbis sob forte reação da torcida, mesmo após a vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Juventude, pela Copa do Brasil. O cenário reflete o momento de pressão vivido pelo treinador no clube.
Após a partida, Roger falou sobre o contexto e garantiu que não pretende deixar o cargo diante das críticas. “Sempre a gente se questiona. O que eu daria como exemplo para minhas duas filhas se nesse momento de maior dificuldade, de pressão externa, que em alguns momentos me parece um pouco injusta, eu desistisse? Não vou desistir.”
O treinador também destacou que seguirá no comando enquanto tiver respaldo interno. “Sigo trabalhando até quando o presidente e o Rui entenderem que é positivo. Claro que esse ambiente externo de pressão ao treinador acaba contaminando o jogo, faz com que os jogadores fiquem ansiosos. Não foi um, nem dois, três, quatro. Foram todos que vieram me dar um abraço e pedir que seguisse firme.”
Apesar do resultado positivo, o desempenho da equipe gerou insatisfação nas arquibancadas. O São Paulo controlou a posse de bola, criou oportunidades e atuou com um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo, mas desperdiçou chances claras, incluindo um pênalti defendido pelo goleiro adversário.
As vaias começaram ainda no intervalo e se intensificaram após o apito final. O treinador admitiu dificuldade em compreender a origem da reação. “Não consigo te dar essa resposta. Gostaria de ouvir do torcedor porque essa manifestação com tanto peso. Não vem agora em função dos resultados e das atuações, foi anterior à minha chegada e só aumentou neste 40 dias.”
Mesmo diante do cenário, Roger reforçou a confiança na evolução da equipe. “Estou sendo julgado mais do que pelos resultados, contexto do clube também está entrando nessa conta. E aí está ficando pesado. Gera insegurança no jogador. Tenho confiança na reversão. Eu sinceramente nunca vi isso, mas acredito na força do trabalho.”
Internamente, segundo o treinador, o ambiente segue positivo, com apoio da diretoria e do elenco. A sequência da temporada deve ser decisiva para reduzir a pressão externa e consolidar o trabalho da comissão técnica.
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