Mesmo com triunfo sobre o Juventude, ambiente no Morumbis segue tenso e cobrança sobre Roger Machado aumenta
Foto: Rubens Chiri/São PauloA vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Juventude, pela Copa do Brasil, não foi suficiente para amenizar o clima de tensão no Morumbis. Apesar da vantagem construída no confronto, o ambiente segue pressionado, especialmente em relação ao técnico Roger Machado.
O cenário vai além das quatro linhas e está diretamente ligado à instabilidade política do clube. As críticas atingem não apenas a comissão técnica, mas também a diretoria, com foco em nomes como Rui Costa. Esse contexto externo tem impacto direto no comportamento da torcida, que se mostrou impaciente durante toda a partida, com vaias desde antes do início do jogo.
Dentro de campo, o São Paulo apresentou uma atuação consistente do ponto de vista coletivo. A equipe teve domínio territorial, controlou a posse de bola e construiu volume ofensivo significativo, refletido em números expressivos de finalizações, escanteios e presença no campo de ataque.
Mesmo assim, a falta de eficiência voltou a ser determinante. O time criou oportunidades para ampliar o placar, mas não conseguiu transformar o desempenho em vantagem mais confortável. O contraste ficou evidente na atuação de Luciano, que marcou o gol da vitória e foi um dos poucos a receber reconhecimento da torcida em meio ao clima hostil.
A equipe também contou com boas participações individuais, como a de Artur, que se mostrou consistente dentro da proposta tática. Ainda assim, o baixo aproveitamento nas finalizações e cruzamentos reforça um problema recorrente na temporada.
Para Roger Machado, a dificuldade em converter o volume ofensivo em gols também passa pelo aspecto emocional do elenco, impactado pelo ambiente de pressão. Com a decisão em aberto, o São Paulo terá pela frente o desafio de manter o desempenho e transformar as chances em resultado no jogo de volta.