Executivo bancou troca de técnico, ganha mais autonomia e vê pressão crescer no clube
Foto: Reprodução/SPFC PlayO São Paulo vive um momento de pressão interna e externa, e o executivo de futebol Rui Costa passou a dividir o foco das críticas com o técnico Roger Machado. Mesmo após a vitória sobre o Juventude, os dois foram alvos de protestos, reflexo de decisões recentes que ainda não convenceram parte da torcida.
Um dos pontos centrais desse cenário foi a escolha pela demissão de Hernán Crespo, mesmo com o time em boa posição no Brasileirão. A eliminação no clássico contra o Palmeiras foi determinante para a mudança, que marcou o início de um projeto mais autoral dentro do departamento de futebol.
Desde então, Rui Costa passou a ter maior autonomia no clube, especialmente após mudanças na diretoria. A aposta em um novo modelo incluiu limitações financeiras na montagem do elenco, com contratações sem custos elevados e foco em oportunidades de mercado. Alguns reforços, como Danielzinho e Lucas Ramon, chegaram a dar resposta imediata dentro de campo.
A escolha por Roger Machado, no entanto, foi uma decisão assumida diretamente pelo dirigente, que vinculou seu próprio futuro ao desempenho do treinador. “Eu perguntei ao Roger: você acredita que o São Paulo pode ser campeão? Ele acreditou que é possível.”
Em outro momento, o executivo reforçou o risco da aposta: “Estar asso ciado ao Roger é um orgulho. Se ele não for bem, eu corro risco? Isso não é problema.”
Apesar do respaldo interno da diretoria, o ambiente externo segue conturbado. Parte da torcida e do Conselho Deliberativo mantém críticas à condução do futebol, aumentando a pressão sobre Rui Costa e sua estratégia para a temporada.
Com contratos válidos até o fim do ano, o dirigente vive um momento decisivo, em que resultados dentro de campo serão fundamentais para sustentar o projeto e reduzir a insatisfação ao redor do clube.