São Paulo descarta rescisão e planeja usar Arboleda como moeda de troca na janela
Foto: Rubens Chiri/São PauloO São Paulo já definiu internamente qual será a condução do caso envolvendo Arboleda. Apesar do desgaste criado após o período de ausência não autorizada do zagueiro, a diretoria não trabalha com a possibilidade de rescindir o contrato do equatoriano e, neste momento, concentra esforços para utilizá-lo como peça de negociação na próxima janela de transferências.
A avaliação no Morumbis é de que uma rescisão amigável acabaria beneficiando o próprio defensor, que ficaria livre no mercado para acertar com qualquer outro clube sem gerar retorno financeiro ao Tricolor. Já uma eventual quebra unilateral de contrato também não é vista como caminho seguro, principalmente pela cautela do departamento jurídico, que entende haver risco elevado de derrota em uma disputa judicial.
Mesmo com as notificações formais enviadas ao jogador ao longo do último mês exigindo sua reapresentação, o São Paulo considera que não há garantia jurídica suficiente para levar o caso adiante nos tribunais. A última advertência, inclusive, indicava que o clube acionaria a Justiça caso Arboleda completasse 30 dias de ausência, o que acabou não acontecendo após o retorno do atleta antes desse prazo.
Com isso, a estratégia passou a ser outra: recuperar o jogador fisicamente, avaliar se houve algum problema clínico durante o período afastado e mantê-lo em treinamentos separados até a abertura da janela. A intenção da diretoria é oferecer Arboleda em tratativas e tentar envolvê-lo como moeda de troca em futuras negociações.
Neste momento, a tendência é que o equatoriano não volte a ser aproveitado pelo técnico Luis Zubeldía. Ainda assim, a reintegração não está totalmente descartada e dependerá do sucesso — ou não — das movimentações de mercado. Caso não surjam propostas e o elenco necessite de reposição defensiva, o clube poderá reconsiderar a utilização do zagueiro após a Copa do Mundo.