Funcionários do setor amador enfrentam atraso superior a um ano e cobram posicionamento da diretoria do clube campineiro
Foto: DivulgaçãoA crise financeira da Ponte Preta segue impactando diretamente as categorias de base do clube. Funcionários que atuam na formação de atletas vivem um cenário crítico, com salários atrasados que, em alguns casos, já ultrapassam 14 meses.
Sem previsão de regularização ou sequer de uma reunião com a diretoria, profissionais do departamento amador relatam dificuldades para manter o sustento de suas famílias. Para lidar com a situação, muitos passaram a buscar fontes alternativas de renda, atuando como motoristas de aplicativo, barbeiros e até serventes de pedreiro.
A insatisfação cresce especialmente diante do contraste com o tratamento dado ao elenco profissional. Recentemente, a diretoria alvinegra conseguiu firmar um acordo para parcelar dívidas com jogadores e funcionários do time principal, mas as negociações não incluíram os trabalhadores da base.
A ausência de um plano concreto para resolver os atrasos agrava ainda mais o cenário nos bastidores do estádio Estádio Moisés Lucarelli. Além das dificuldades estruturais, o clube também enfrenta prejuízos esportivos, com a saída frequente de jovens promessas.
Nos últimos meses, tornou-se recorrente o movimento de atletas das categorias de base acionando a Justiça para conseguir a rescisão de contrato, evidenciando o impacto direto da crise na formação e retenção de talentos.