Tribunal nega recurso da diretoria e obriga clube a convocar novo pleito em até 30 dias
Foto: ReproduçãoO Guarani terá que realizar novas eleições após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O órgão negou o recurso apresentado pela diretoria do clube, que buscava suspender a obrigatoriedade de um novo pleito. Com isso, segue válida a liminar que determina a convocação dos associados para uma nova votação no prazo de até 30 dias.
A decisão foi assinada pelo relator Enéas Costa Garcia, que não identificou urgência suficiente para conceder efeito suspensivo ao recurso. Dessa forma, permanece o entendimento da primeira instância, que havia anulado a assembleia eleitoral realizada em dezembro de 2025 por irregularidades no processo.
A ação foi movida por Felipe Roselli, integrante da chapa “Meu Bugre Forte”, que apontou falhas como a realização de votação aberta, contrariando o estatuto do clube, e o cerceamento de defesa durante a impugnação de sua candidatura. A Justiça considerou que houve vícios no procedimento, justificando a anulação do pleito anterior.
Mesmo com a defesa do clube alegando respeito às normas internas e risco de instabilidade administrativa, os argumentos não foram aceitos. Agora, enquanto o processo segue para julgamento definitivo, o Bugre precisa cumprir a decisão judicial e organizar novas eleições, em meio a um cenário de incerteza política nos bastidores do Brinco de Ouro.