Técnico afirma que Lusa precisa entender o perfil físico da competição e defende trabalho ofensivo da equipe após críticas
Foto: Victor Bessa/PortuguesaO técnico Ademir Fesan conversou com a imprensa na última quarta-feira e comentou o processo de adaptação da Portuguesa às características da Série D do Campeonato Brasileiro. Já classificada ao mata-mata, a Lusa volta a campo no próximo fim de semana, contra o Pouso Alegre-MG, fora de casa.
Segundo o treinador, um dos principais desafios desde sua chegada ao clube tem sido fazer o elenco entender o perfil da competição, marcada por jogos mais físicos, disputados e, muitas vezes, em campos com condições diferentes das encontradas em divisões superiores.
“Quando eu chego e pego o carro andando, o maior desafio tem sido fazer entender a competição. Por isso tem jogos que não vai ser tão vistoso, que não vamos conseguir fazer quatro gols porque a competição é isso. No último jogo fizemos quatro no América, mas o América teve grandes chances, um pênalti que o Bruno pegou. Temos que ter a humildade de entender isso”, afirmou.
A fala de Fesan faz referência à vitória por 4 a 1 sobre o América-RJ, no último sábado, resultado que manteve a Portuguesa em bom momento na competição. Apesar do placar elástico, o treinador lembrou que o adversário também criou oportunidades perigosas e reforçou a necessidade de equilíbrio nas análises.
O comandante rubro-verde também falou sobre as condições dos gramados utilizados na Série D e destacou que o cenário faz parte da realidade da competição.
“O campo do América é muito cheio de buraco, o pé afunda e é diferente, mas não é desculpa, a competição é assim. Quer campo bom? Vamos trabalhar para chegar na Série A”, completou.
Fesan ainda rebateu as críticas em relação ao número de gols marcados pela Portuguesa nas últimas rodadas. Para o treinador, o contexto da Série D é diferente do Campeonato Paulista, principalmente pela postura mais defensiva dos adversários e pelo nível de disputa física durante os jogos.
“Não é tão simples, tem goleiro, tem marcador. Quando você joga com times que marcam mais baixo, você vai finalizar com alguém te marcando, te desequilibrando, esse é o campeonato. Semana passada eu não trabalhei nada da parte defensiva, só ofensiva. O segredo é trabalhar”, disse.