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Renato Rodrigues: “A Bezinha é a última oportunidade para muitos atletas”

No TSP Especial #72, treinador do Mauá analisa o momento decisivo na carreira de jovens jogadores

Por: Thiago Barbalho
3 horas atrás em 14 de junho de 2026
Foto: Reprodução / Tudo Sobre Paulista - TSP

A transição das categorias de base para o futebol profissional é um dos momentos mais desafiadores da carreira de um atleta. Na última sexta-feira (12), durante participação no TSP Especial #72, Renato Rodrigues utilizou uma frase que resume bem essa realidade: “A Bezinha é a última oportunidade para muitos atletas”.

Atual técnico do Mauá Futebol Clube, Renato conhece de perto esse processo. Antes de chegar ao clube do ABC Paulista, o treinador acumulou experiência em um dos principais centros formadores do país, o Corinthians, onde participou do desenvolvimento de jogadores como Gui Negão, André e Diego. Para ele, a fase Sub-23 costuma representar uma espécie de filtro natural do futebol brasileiro.

Segundo o treinador, é nesse período que muitos jovens descobrem se realmente conseguirão transformar o sonho em profissão. Enquanto alguns conseguem dar o salto para divisões superiores e consolidar uma carreira, outros acabam ficando pelo caminho diante da forte concorrência e da escassez de oportunidades no mercado.

Na avaliação de Renato, a Bezinha desempenha um papel fundamental nesse cenário. A competição reúne atletas que já não pertencem às categorias de base, mas que ainda buscam uma oportunidade para mostrar seu potencial. Em muitos casos, trata-se da última chance de chamar a atenção de clubes, empresários e observadores antes que a carreira tome outros rumos.

A experiência vivida no Corinthians permitiu ao treinador acompanhar diferentes trajetórias. Alguns jogadores conseguem aproveitar as oportunidades e avançar para níveis mais altos do futebol. Outros, mesmo com qualidade técnica, encontram dificuldades para permanecer no ambiente profissional. Por isso, Renato defende que a formação de um atleta não pode se limitar apenas ao aspecto técnico, mas deve envolver disciplina, comportamento e preparação mental.

Ao longo da entrevista, o comandante do Mauá também relembrou sua passagem pelo Sertãozinho na Série A2 do Campeonato Paulista, onde trabalhou como auxiliar técnico de Finazzi. A vivência nas divisões de acesso reforçou a percepção de que o futebol paulista continua sendo uma das principais portas para jovens atletas que buscam espaço no cenário nacional.

Mais do que uma competição de acesso, Renato vê a Bezinha como um ponto de definição na carreira de muitos jogadores. Para alguns, ela representa o início de uma trajetória profissional. Para outros, pode ser a última oportunidade de permanecer no futebol competitivo.

A entrevista completa está disponível no episódio #72 do TSP Especial, nos canais oficiais do Tudo Sobre Paulista no You Tube.