Clube busca alternativas para quitar salários do elenco e evitar nova punição da Fifa por divida de Garro
Foto: Reprodução/X/CorinthiansO Corinthians inicia a semana pressionado para resolver duas pendências de curto prazo: os salários atrasados dos jogadores e da comissão técnica e a dívida com o Talleres, da Argentina, pela compra de Rodrigo Garro, realizada em 2024.
O pagamento ao elenco estava previsto para o quinto dia útil de junho. Diferentemente do mês passado, quando os atrasos foram solucionados em poucos dias, a diretoria evita estabelecer prazos e busca alternativas para quitar os débitos.
Além da pendência interna, o clube corre contra o tempo para zerar a dívida de US$ 7 milhões, cerca de R$ 35,7 milhões, com o Talleres. De acordo com o ge, Andrés Fassi, presidente do clube argentino, estabeleceu a próxima terça-feira, dia 16 de junho, como novo prazo para o pagamento integral.
Caso não encontre uma solução rápida, o Corinthians pode sofrer uma nova punição da Fifa. O clube já cumpre um transfer ban por conta de uma dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela compra do volante José Martínez, também realizada em 2024. O valor devido aos americanos é de aproximadamente US$ 1,5 milhão, cerca de R$ 7,54 milhões.
Outro problema financeiro envolve o Midtjylland, da Dinamarca. No fim de março, a Corte Arbitral do Esporte condenou o Corinthians a pagar pouco mais de R$ 6 milhões ao clube europeu pelo descumprimento do acordo pela compra do volante Charles.
O clube tem 45 dias, contados a partir da publicação da decisão, para quitar a dívida. Caso não pague dentro do prazo, o Corinthians também pode sofrer novo transfer ban. O débito se refere à terceira e última parcela da compra dos direitos do jogador, no valor de 800 mil euros, vencida em 15 de março de 2025.
No acordo firmado durante a gestão de Augusto Melo, o Corinthians se comprometeu a pagar 1,6 milhão de euros em três parcelas. O contrato ainda previa uma cláusula de segurança, com multa de 200 mil euros em caso de atraso em qualquer pagamento.
Com salários em aberto, cobrança do Talleres e risco de novas punições na Fifa, a diretoria corintiana inicia a semana pressionada a encontrar soluções rápidas para evitar que a crise financeira tenha novos reflexos esportivos.




