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Pottker assume pressão na Ponte Preta e fala em “oxigênio novo”

Vice-lanterna da Série B com oito pontos, a Ponte Preta não vence há sete rodadas, sendo seis derrotas no período

Por: Murilo Godoy
3 horas atrás em 19 de junho de 2026
William Pottker em treino da Ponte Preta — Foto: Marcos Ribolli

O atacante Pottker abriu o jogo sobre a fase complicada da Ponte Preta na Série B. Após retornar de suspensão na derrota por 2 a 1 para o Juventude, ele admitiu cobrança pessoal e destacou a responsabilidade dos líderes do elenco diante da má fase. Autor dos gols nas únicas vitórias do time, Pottker reconhece que sua performance é decisiva para o desempenho coletivo.

O camisa 11 não escondeu que sente o peso da situação. “Certamente, eu sou um dos caras que tem que chamar essa responsabilidade. A vitória passa muito por mim. Eu estando bem, fazendo gols, como você falou, as vezes que eu fiz gols, a gente conseguiu o êxito. Então me cobro bastante, trago essa responsabilidade para mim, até porque a gente tem que ser inteligente o suficiente para entender quem tem que chamar essa responsabilidade. Eu sou um desses caras.”

Pottker comentou que, caso a Ponte Preta seja rebaixada, seu nome ficará marcado. “Eu sou um desses caras que, de certa forma, se a Ponte Preta vier a ser rebaixada, vão lembrar muito mais do Pottker. Então eu me incomodo muito com isso. Mas é o trabalho. Foi assim que eu fiz os dois primeiros gols e é assim que vai ser nesse próximo ciclo, com esse novo trabalho.”

Sobre a chegada do técnico Márcio Zanardi, o atacante destacou a importância do “oxigênio novo” no elenco. “Foi um acerto. Era um perfil que a gente necessitava para esse momento, um cara que adora competir. No meu ponto de vista, a gente precisava desse oxigênio novo. É um cara que cobra bastante. Independente da situação, é o que temos, então a gente tem que entender onde a gente está, o que a gente tem e lutar com o que a gente tem.”

Pottker acredita que a virada depende mais da postura do grupo do que de ajustes táticos. Ele frisou: “Pelos anos que eu joguei de Série B e pelo que eu venho passando aqui na Ponte, acho que o mínimo que a gente tem que ter é competitividade. Você querer ganhar duelo, ver cada bola como se fosse a última. Qualidade técnica e qualidade de jogo é difícil exigir por tudo que vem passando na Ponte, em questão de montagem de elenco, troca de treinadores. É difícil implementar, é difícil colocar a parte técnica fina dentro do que a Ponte vem passando.”

O atacante reforçou que a vontade de disputar cada lance pode afastar o time das derrotas e aproximá-lo das vitórias. “Mas a vontade de querer ganhar duelo sem bola está dentro do jogador. Se a gente tiver isso, vai estar no mínimo mais distante da derrota e mais próximo da vitória. Acredito que se aumentarmos o nosso nível de competitividade e lutarmos com o que temos, temos uma grande chance de estancar essa sequência negativa e, se Deus quiser, conseguir a nossa vitória, que é o que tanto esperamos.”

Pottker também falou sobre o ambiente no clube, citando dificuldades salariais e estrutura. “É claro que o salário incomoda, coisas tinham que melhorar aqui dentro e têm que melhorar. Eu joguei aqui há dez anos e parece que retrocedeu, parece que estou em 2005. Mas é o que eu tenho para trabalhar, é o que eu tenho para vestir, é o que eu tenho para jogar. Então eu tenho que aceitar isso e entender onde estou.”

Vice-lanterna da Série B com oito pontos, a Ponte Preta não vence há sete rodadas, sendo seis derrotas no período. O próximo duelo será na segunda-feira, às 20h, contra o Novorizontino, no Moisés Lucarelli.