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Dirigentes de clubes da Série B apoiam punição aplicada à Ponte Preta

Exclusão do PARF-B recebeu respaldo de representantes do Cuiabá e Botafogo-SP, que defendem o fortalecimento do Fair Play Financeiro

Por: Neila Gonçalves
3 horas atrás em 20 de junho de 2026
Foto: Divulgação/Ponte Preta

A exclusão da Ponte Preta do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), anunciada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), recebeu apoio de dirigentes de outras equipes da competição.

A punição foi aplicada após a identificação de atrasos salariais superiores a 60 dias envolvendo jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários do clube campineiro.

Presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch defendeu que a medida sirva como exemplo para outras situações semelhantes no futebol brasileiro.

“O Fair Play Financeiro é muito amplo e complexo e vai fazer com que os clubes gastem somente aquilo que conseguem arrecadar. Eu espero que o caso da Ponte Preta seja o primeiro de vários outros casos que estão acontecendo no futebol brasileiro”, afirmou em entrevista à rádio CBN Fortaleza.

Quem também se manifestou favoravelmente à decisão foi Adalberto Baptista, dirigente do Botafogo-SP e representante do Conselho Nacional de Clubes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“O Fair Play é a ferramenta que vai salvar o futebol brasileiro. Então, a gente tem que dar todo o apoio às punições que vierem. Todos os clubes tiveram a oportunidade de se regularizarem e de estarem em dia”, declarou à CBN Ribeirão Preto.

Com a exclusão do programa, a Ponte Preta deixa de contar com o custeio da CBF para despesas relacionadas à logística e arbitragem das partidas da Série B. Embora a entidade continue responsável pela operação desses serviços, o clube passará a arcar integralmente com os custos, recebendo cobranças mensais com prazo de até dez dias úteis para pagamento.

Além disso, a Macaca terá de reembolsar todos os valores gastos pela CBF com logística e arbitragem desde o início da competição. Caso não cumpra as obrigações financeiras, o clube poderá sofrer retenção de cotas de transmissão, premiações e outras penalidades previstas em regulamento.

Apesar da punição, a ANRESF informou que a Ponte Preta poderá retornar ao PARF-B caso regularize as pendências trabalhistas e volte a atender todos os critérios exigidos pelo programa.