As falas do dirigente sobre a saída do goleiro Diogo Silva e a suposta “reformulação” do grupo mexeram com o ambiente no Moisés Lucarelli
Foto: Marcos Ribolli/ PontePressO elenco da Ponte Preta ficou ainda mais pressionado após pronunciamentos recentes do presidente Luiz Torrano, que causaram desconforto nos bastidores do clube.
As falas do dirigente sobre a saída do goleiro Diogo Silva e a suposta “reformulação” do grupo mexeram com o ambiente no Moisés Lucarelli e podem acelerar novas baixas.
O clima azedou de vez em meio à grave crise financeira, com a Ponte ocupando a vice-lanterna da Série B e sem vencer há dez rodadas. Internamente, jogadores relatam que a exposição pública dos problemas e das decisões de alguns atletas piorou a situação, aumentando o desgaste entre diretoria e elenco.
A primeira fala que pegou mal foi sobre o goleiro Diogo Silva. Torrano declarou que o clube iria quitar dívidas, mas o atleta não teria aguardado e buscou a rescisão. Parte dos jogadores entendeu como exposição desnecessária, já que a saída foi motivada pelos atrasos nos pagamentos.
Outro ponto de incômodo para o grupo foi a insistência do presidente de que a Ponte passa por “reformulação”, e não “debandada”. Nos bastidores, o entendimento é de que as saídas recentes, como as de Diogo Silva e William Pottker, foram empurradas pela falta de pagamento, e não por planejamento da diretoria.
O risco de novas baixas é real. Jogadores ouvidos internamente apontam que até três atletas podem deixar o clube nos próximos dias caso o cenário financeiro não melhore. Entre eles está o volante Tárik, que foi sondado pelo Londrina e pretende ouvir a proposta do time paranaense.
Outro nome que pode deixar o Majestoso é o lateral-direito Thalys, que avalia pedir para sair diante do atual contexto. Enquanto tenta reorganizar as finanças, derrubar o transfer ban e buscar reforços, a diretoria da Ponte Preta também precisa conter a crise interna para não perder ainda mais peças importantes na luta contra o rebaixamento da Série B.