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Ponte Preta sofre 3º transfer ban e segue sem registrar reforços

O novo impedimento é resultado de uma dívida não paga ao zagueiro boliviano Luis Haquin

Por: Murilo Godoy
2 horas atrás em 27 de julho de 2026
Luis Haquin, zagueiro da Ponte Preta

A Ponte Preta foi novamente punida com um transfer ban pela Fifa e amplia sua sequência de bloqueios para registrar jogadores, totalizando agora três sanções em vigor. O novo impedimento é resultado de uma dívida não paga ao zagueiro boliviano Luis Haquin, que defendeu a Macaca em 2024.

Além desta punição recente, a Ponte já estava impossibilitada de registrar atletas por conta de outras decisões da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e também por outro processo na Fifa, ligado ao clube paraguaio Iguazú Nippon. A entidade máxima do futebol notificou a CBF que o bloqueio vale para registros nacionais e internacionais até o pagamento total do débito.

Em janeiro de 2025, a Ponte Preta foi condenada a pagar R$ 227.777,75 ao defensor boliviano por pendências financeiras referentes à sua passagem pelo Moisés Lucarelli. O clube parcelou o valor em duas vezes; a primeira parte foi quitada em março, mas a segunda não foi paga, o que motivou a nova sanção imposta pela Fifa.

O valor inicial cobrado por Haquin era de cerca de R$ 500 mil, incluindo salários atrasados, verbas rescisórias e encargos trabalhistas. Porém, a Câmara de Resoluções da Fifa determinou o pagamento de apenas parte do montante.

O caso foi julgado pela entidade internacional porque Ponte Preta e Bolívar, detentor dos direitos do atleta à época, haviam definido a Fifa como foro para eventuais litígios contratuais. Haquin, atual capitão da seleção da Bolívia e jogador do Al-Tai, da Arábia Saudita, disputou 13 partidas pela Macaca em 2024, mas perdeu espaço no segundo semestre.

O novo transfer ban aprofunda a crise da Ponte Preta, que já está impedida de registrar jogadores desde maio por decisão da CNRD, devido ao não pagamento de parcelas de um acordo coletivo firmado em setembro de 2024, referente a R$ 18 milhões em dívidas com atletas, técnicos, intermediários e clubes.

Antes, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, a Macaca enfrentou bloqueios simultâneos da CNRD e da Fifa, que só foram suspensos às vésperas do Campeonato Paulista. Naquele período, a Ponte só pôde inscrever reforços a partir da quarta rodada, recorrendo às categorias de base nos jogos iniciais do Estadual.

Desde meados de 2025, o clube campineiro convive com salários atrasados, processos trabalhistas e crescente dificuldade para honrar compromissos com credores, agravando a situação na Série B do Brasileirão.