Segundo Valio, 158 conselheiros assinaram o documento
Oposição da Ponte Preta - Foto: Reprodução/InstagramOs conselheiros Gustavo Valio e Giovanni Dimarzio protocolaram nesta segunda-feira (17), o pedido de uma Assembleia Geral Extraordinária para o impeachment do presidente da Ponte Preta, Luiz Antônio Alves Torrano, e do vice-presidente, Marco Antônio Eberlin.
Segundo Valio, ex-diretor financeiro do clube e um dos articuladores do movimento, 158 conselheiros assinaram o documento. O movimento tem como fundamento os artigos 47 e 48 do Estatuto da Ponte Preta. Confira o que dizem os artigos:
O artigo 47 estabelece que a Assembleia Geral Extraordinária pode ser convocada para tratar de assuntos de interesse da Ponte Preta. Entre os temas previstos estão a destituição ou qualquer representação contra o presidente do Conselho Deliberativo, presidente do Conselho Fiscal, presidente e primeiro vice-presidente da Diretoria Executiva.
O mesmo artigo também prevê que a Assembleia pode deliberar sobre a constituição da Ponte Preta em Sociedade Anônima do Futebol, por meio da transformação do departamento de futebol e das demais atividades associativas.
Já o artigo 48 determina que a Assembleia Geral Extraordinária pode ser convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo ou por 1/5 dos associados que atendam às exigências previstas no artigo 43. O Estatuto estabelece ainda antecedência mínima de 15 dias para a convocação, além da divulgação da ordem do dia, local, data e horário da reunião.
O artigo 43, por sua vez, estabelece as condições para participação, votação e candidatura nas assembleias. Entre os requisitos estão estar em dia com a contribuição mensal, ter pelo menos 24 meses de efetividade associativa, estar no pleno gozo dos direitos associativos e ser maior de 18 anos. Apesar da apresentação das 158 assinaturas, a eventual Assembleia para discutir o afastamento de Torrano e Eberlin ainda não está convocada.
O presidente do Conselho Deliberativo, José Armando Abdalla Júnior, deverá analisar o requerimento e verificar se os signatários atendem aos requisitos previstos no Estatuto.
O Estatuto estabelece o prazo mínimo de 15 dias de antecedência para a realização da AGE após a convocação. Portanto, o protocolo do requerimento não significa, neste momento, que a reunião de afastamento já esteja marcada.
Tudo isso acontece a menos de uma semana da Assembleia Geral marcada para 24 de agosto, que terá como pauta a autorização para a constituição da SAF da Ponte Preta. O grupo de oposição entende que a permanência ou não da atual diretoria deve ser definida antes de uma decisão sobre o futuro do futebol do clube.
No requerimento, os conselheiros pedem a convocação de uma AGE específica para deliberar sobre o afastamento dos dois dirigentes. Valio afirmou, em texto divulgado após o protocolo, que os 158 signatários foram apresentados como conselheiros com mais de 24 meses de contribuição e em situação regular.